Dinamarqueses condenados por apoio às Farc continuarão ajudando guerrilha

Bogotá, 22 out (EFE).- Os seis dinamarqueses que foram condenados a penas de dois e seis meses de prisão por tentarem apoiar financeiramente as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) continuarão com sua solidariedade com a guerrilha e reiteraram que buscarão o reconhecimento político dos rebeldes.

EFE |

Ulrik Kohl, membro da empresa Fighters and Lovers, disse em entrevista publicada hoje pelo jornal colombiano "El Espectador" que é "necessário o reconhecimento político da insurgência para que haja diálogos e o fim do conflito".

"Outros setores, como a Organização das Vítimas do Fascismo da Segunda Guerra Mundial e os sobreviventes dos campos de concentração dos nazistas, entre outros, estão apoiando a insurgência colombiana.

Nós continuaremos fazendo músicas, fragrâncias, bonés e ringtones", disse.

A Fighters and Lovers foi fechada em 2006 pela Polícia dinamarquesa, que deteve sete pessoas vinculadas a ela após anunciar que destinaria parte da venda de camisetas a uma emissora de rádio das Farc e a uma oficina de impressão da Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP).

Kohl acrescentou que outros movimentos de solidariedade em seu país vêem com preocupação o assassinato de sindicalistas e acrescentaram que, enquanto as injustiças sociais continuarem, seguirá "a solidariedade com os movimentos populares na Colômbia".

Também afirmou que o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, mantém um "regime mafioso" e que é "totalmente injusto tachar este movimento legítimo de terrorista".

Ao ser interrogado sobre as operações militares colombianas no Equador, que resultaram na morte do porta-voz internacional das Farc "Raúl Reyes", disse que se tratou de um "crime de guerra".

"Em nenhuma guerra se mata o facilitador do diálogo. Este assassinato não foi só um crime de guerra e uma grave violação à soberania do Equador, foi uma forma macabra de dizer não à paz", declarou Kohl.

Em 18 de setembro, Uribe expressou sua satisfação com a condenação dos seis dinamarqueses, que estão em liberdade à espera de uma decisão judicial em terceira instância. EFE fer/wr/fal

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