Diminui temperatura e radiação em vários reatores de Fukushima, diz Aiea

Agência reforça que situação em usina japonesa permanece como "muito grave"

EFE |

Viena - A temperatura e a radiação em diversos setores da usina nuclear de Fukushima diminuíram, segundo o último relatório publicado neste domingo pela Aiea que, no entanto, segue qualificando de "muito grave" a situação na usina. "As medições de radiação nos compartimentos de contenção e as câmaras de supressão das unidades 1, 2 e 3 continuaram descendo.

Uma fumaça branca seguiu saindo das quatro unidades", explicou em comunicado a Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) sobre a evolução das últimas horas. No compartimento de pressão do reator 1 foi detectado um ligeiro aumento de pressão, enquanto nas unidades 2 e 3 continua estável, o que, segundo a Aiea, "possivelmente indica que não há grandes brechas nos compartimentos de pressão".

A Aiea mostrou preocupação porque uma fissura no compartimento que contém o reator número 3, carregado com plutônio, seja a origem dos altos níveis de radioatividade que na quinta-feira passada obrigaram dois operários a serem hospitalizados. Em relação à temperatura, as medições no fundo do compartimento de pressão dos reatores 1 e 2 mostram um ligeiro esfriamento, mas os valores continuam sendo altos, de 142 e 97 graus centígrados, respectivamente. Foi possível levar energia às salas de controle dos três primeiros reatores, que continuam recebendo água doce para esfriar.

Ao mesmo tempo, segue diminuindo a água radioativa acumulada no edifício da turbina do reator 1, para reduzir o risco de contaminação dos operários e facilitar os trabalhos de restauração da provisão elétrica que permita ativar os vitais sistemas de refrigeração. Também continuam jogando água nas piscinas que abrigam o reator usado dos reatores 1 ao 4.

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