Washington, 14 set (EFE).- A oposição do público dos Estados Unidos à reforma do sistema de saúde promovida pelo presidente americano, Barack Obama, diminuiu, mas continua em níveis altos, segundo uma pesquisa publicada hoje pelo jornal The Washington Post.

Os americanos estão divididos em partes praticamente iguais sobre o assunto, e 48% são contra a reforma, enquanto 46% a apoiam, afirma o jornal.

A forma com a qual Obama tratou o assunto encontra uma divisão similar, e 48% acham que geriu mal e 48% mostram sua aprovação.

Em meados de agosto, 46% respaldavam a gestão presidencial da reforma, enquanto 50% a criticavam.

Também então, 50% dos americanos se declaravam contra a reforma como foi concebida, frente aos 45% que mostravam apoio.

O principal ponto de discórdia parece ser a proposta de uma "opção pública", a criação de um plano de saúde patrocinado pelo Estado que competisse com as seguradoras privadas para dar cobertura médica aos que não têm.

Eliminando a possibilidade de uma opção pública, a oposição à medida cairia em seis pontos percentuais, de acordo com a pesquisa.

A reforma do sistema de saúde é a principal prioridade legislativa de Obama, que, nos últimos dias, empreendeu uma intensa campanha para promover a medida entre o público.

Na semana passada, o presidente compareceu perante as duas câmaras do Congresso dos EUA para defender a reforma em discurso, uma mensagem que repetiu desde então em diversas reuniões na Casa Branca, em um comício em Minnesota e em uma ampla entrevista televisionada neste fim de semana. EFE mv/an

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