Dilma reitera que Zelaya foi até embaixada do Brasil por meios próprios

Brasília, 22 set (EFE).- A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, reiterou hoje que o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, chegou à Embaixada do Brasil em Tegucigalpa por seus próprios meios e disse que acolhê-lo era uma questão de direitos humanos.

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"O fato de que tenha entrado (na embaixada) não significa em nenhum momento que o Brasil o incentivou, adotou ou deu algum tipo de apoio", declarou a ministra, seguindo a postura adotada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está em Nova York para a Assembleia Geral da ONU.

Segundo Dilma, receber Zelaya na embaixada brasileira era uma questão de "direitos humanos elementares".

No mesmo sentido, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), afirmou que "a obrigação do Brasil é mais que acolhê-lo, é lutar para que o que aconteceu em Honduras não volte a se repetir em nenhum outro país".

Segundo Sarney, "o presidente Zelaya simboliza hoje a resistência ao autoritarismo na América Latina".

O líder deposto de Honduras chegou à Embaixada do Brasil em Tegucigalpa nesta segunda-feira e continua no local. Muitos de seus simpatizantes foram ontem até a sede diplomática brasileira, mas foram dispersados hoje pela Polícia hondurenha.

Em Nova York, Lula disse hoje que falou por telefone com Zelaya e lhe pediu para que mantenha a calma e não dê argumentos às autoridades golpistas para uma invasão da embaixada brasileira.

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, que também está em Nova York, disse que o Governo brasileiro realiza intensas negociações em busca de uma saída rápida e pacífica para a nova situação em coordenação com a Organização dos Estados Americanos (OEA), a União Europeia, as autoridades dos Estados Unidos e de outros países. EFE ed/bba

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