Dilma diz que governo brasileiro 'torce' por democracia no Egito

Na Argentina, presidenta diz que Brasil não pode ter posição sobre o que acontece em outro país, apenas "expectativas"

Andréia Sadi, enviada a Buenos Aires |

A presidenta Dilma Rousseff afirmou nesta segunda-feira, em Buenos Aires, que o governo brasileiro “olha com expectativa” a situação no Egito e torce para democracia no país árabe.

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A declaração foi feita em meio a uma onda de protestos da população egípcia contra o presidente Hosni Mubarak, que está no poder há 30 anos. Dilma, que falou com jornalistas após encontro com a presidenta Cristina Kirchner, disse que o governo brasileiro “não pode ter posição sobre o que acontece em outro país”.

No entanto, ela declarou que o País “olha com expectativa e torce para que ele seja democrático, que o país leve seu povo a ter todas as condições de desfrutar o desenvolvimento”. “É o país mais populoso do Oriente Médio”, lembrou Dilma.

Os protestos no Egito podem atingir o ápice na terça-feira, quando uma coalizão de grupos oposicionistas planeja reunir 1 milhão de manifestantes no Cairo e em Alexandria para marcar uma semana dos protestos. Segundo representantes da oposição, as manifestações, que deixaram mais de cem mortos, continuarão até que haja uma ampla reforma política e econômica no Egito.

No sétimo dia de protestos contra o regime, em que dezenas de milhares desafiaram o toque de recolher na praça Tahir, na capital Cairo, Mubarak deu posse a um novo governo. Ele substituiu um gabinete que havia sido dissolvido como concessão aos protestos antigoverno. O anúncio foi feito após os sindicatos egípcios convocarem uma greve geral no Cairo, Alexandria, Suez e Port Said.

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