Dilma diz a Obama que alianças com EUA devem ser em pé "de igualdade"

Para presidenta, "relações assimétricas entre norte e sul" foram responsáveis por acordos negativos. Governantes participam da Cúpulas das Américas

iG São Paulo |

A presidenta Dilma Rousseff disse neste sábado ao governante americano, Barack Obama, que as alianças entre a América Latina e os Estados Unidos devem ser em pé de igualdade e defendeu os processos de integração regionais. "Alianças de igualdade", afirmou Dilma ao lembrar que, "no passado, as relações assimétricas entre norte e sul foram responsáveis por muitos acordos negativos".

Dilma se expressou assim durante uma conversa pública com Obama e o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, durante o encerramento do Fórum Empresarial prévio à inauguração neste sábado da 6ª Cúpula das Américas, em Cartagena de Indias.

Leia também: Bombas e escândalo marcam chegada de Obama à Cúpula das Américas
Motivos de saúde: Presidente Chávez cancela presença na Cúpula das Américas

Reuters
Dilma, com os presidentes da Colômbia, Juan Manuel Santos, e dos Estados Unidos, Barack Obama

"Ninguém produz conhecimento, ciência, educação de qualidade se um for superior ao outro (...) todos sabemos que não existe diálogo entre pessoas e países desiguais, só existe cooperação se nos colocarmos como países que dependemos uns dos outros para fazer este mundo mais próspero", ressaltou a presidente.

Em um dos atos mais esperado deste fórum, que reúne desde sexta mais de 700 empresários na busca de fórmulas para reduzir o problema da desigualdade social no continente, Dilma reconheceu, no entanto, o importante papel dos Estados Unidos.

Expectativas: Discussões sobre Cuba e drogas devem esquentar Cúpula das Américas

"Temos que reconhecer a importância da economia dos Estados Unidos, que possui importantes características neste mundo multipolar que está surgindo: uma imensa flexibilidade, uma enorme liderança em ciência, tecnologia e inovação, e suas raízes democráticas", disse Dilma ao ressaltar "o importante papel que a economia americana segue desempenhando na América Latina".

A presidenta do Brasil, cuja economia já é a sexta do mundo, respondeu perguntas sobre crescimento econômico e se orgulhou ao falar "da virtuosa expansão do mercado interno brasileiro", além de ressaltar o importante papel do país em integrar a região em seu conjunto.

"Temos que trabalhar na integração de nossos países e nossas economias", indicou Dilma ao mencionar os países latino-americanos e expressar seu otimismo "em direção às relações no hemisfério".

Entre os aplausos do público, a presidente citou especialmente as conquistas obtidas no seio de organismos regionais, como a Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (CELAC), a União Sul-Americana de Nações (Unasul), o Mercosul e o G20. Segundo Dilma, estes fóruns permitem "articular processos de apoio e financiamento para os setores produtivos" dos países da América Latina e o Caribe.

*com EFE e Reuters

    Leia tudo sobre: cúpula das américasdilma rousseffobamacolômbia

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG