Dilma apoia reeleição de Ban Ki-moon como secretário-geral da ONU

Em encontro com chanceler Antonio Patriota, Ban elogiou esforços do Brasil contra a pobreza e papel do país em iniciativas de paz

iG São Paulo |

A presidenta Dilma Rousseff manifestou nesta quinta-feira apoio oficial do Brasil à reeleição do secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon.

Na última etapa de sua viagem pela região, Ban Ki-moon esteve em Brasília com Dilma na tarde desta quinta-feira, depois de se reunir com o chanceler brasileiro, Antonio Patriota.

Roberto Stuckert Filho/ Presidência da República
Dilma Rousseff se encontrou com o secretário-geral da ONU nesta quinta-feira em Brasília
O secretário da ONU e a presidenta debateram sobre a agenda internacional, as forças de paz lideradas por Brasil no Haiti e a conferência sobre desenvolvimento sustentável da ONU que será celebrada no Brasil no ano que vem. "A presidente Dilma reinvindicou uma maior participação dos países em desenvolvimento nos organismos da ONU", disse a Secretaria de Imprensa da Presidência.

Mais cedo, Ban disse defendeu uma reforma no Conselho de Segurança da ONU para se adaptar à nova realidade geopolítica mundial. “Isso significa que ele deve ser reformado de modo que se torne mais representativo, com mais credibilidade e democrático. Os Estados-membros começaram negociações em um texto-base, e espero que isso se acelere”, afirmou Ban em entrevista coletiva, após se encontrar com o chanceler Antonio Patriota no Palácio do Itamaraty.

Ban disse que está “totalmente consciente” da ambição brasileira de se tornar um membro permanente no Conselho – atualmente, o país ocupa um assento rotativo no órgão – e afirmou que o tema “deve ser discutido entre os Estados-membros”.

Elogios ao Brasil

Após encontro com o chanceler brasileiro, Ban também comemorou nesta quinta-feira os "esforços" e "sucessos" do Brasil na luta contra a pobreza e a exclusão, e avaliou o papel do país em diversas iniciativas de paz e cooperação no eixo sul-sul.

O secretário destacou em particular a participação do país em diversas ações contra a fome e a pobreza em nível global, assim como também a atuação de suas Forças Armadas na Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah).

O sul-coreano chegou ao Brasil nesta quinta-feira, após visitar Colômbia, Argentina e Uruguai, e ainda nesta quinta-feira terá um encontro com a presidenta Dilma Rousseff. Sua viagem antecede a eleição para a secretaria-geral da ONU, cargo que ele ambiciona ocupar por mais um mandato de quatro anos. Como é o único candidato, dificilmente enfrentará obstáculos.

Fontes diplomáticas informaram em Nova York que o Conselho de Segurança da ONU deve proclamar seu respaldo a um segundo mandato de Ban Ki-moon e sua reeleição poderá ser formalizada na próxima semana.

Ban Ki-moon já conta com o apoio dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança: Rússia, Estados Unidos, China, França e Grã-Bretanha, assim como a União Europeia. O sul-coreano Ban Ki-moon, de 66 anos, é secretário-geral da ONU desde primeiro de janeiro de 2007 e seu mandato terminará no próximo dia 3 de dezembro.

*Com AFP

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