Dilma anuncia que passará por tratamento contra linfoma

Rio de Janeiro, 25 abr (EFE).- A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, anunciou hoje que se submeterá a um tratamento de quimioterapia contra um linfoma depois de ter passado por uma cirurgia para a retirada de um tumor maligno.

EFE |

Em uma inesperada entrevista coletiva concedida neste sábado ao lado de seus médicos no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, Dilma contou que a cirurgia ocorreu há algumas semanas, quando foi retirado um linfoma, que é um tumor cancerígeno nos gânglios linfáticos, cuja existência desconhecia.

A ministra acrescentou que os exames não detectaram nenhum outro foco de câncer em seu organismo e que se submeterá a quimioterapia como "tratamento complementar" durante cerca de quatro meses para garantir as maiores possibilidades de cura da doença.

Dilma acrescentou que, apesar da agressividade do tratamento, seus médicos lhe garantiram que poderá continuar com sua rotina habitual e que não precisará alterar sua agenda.

A ministra, que não respondeu a nenhuma das perguntas sobre sua possível candidatura presidencial nas eleições de 2010, assegurou que manterá todas suas atividades programadas.

"Não respondo a esse assunto nem amarrada", afirmou a ministra ao ser interrogada sobre suas aspirações eleitorais.

Apesar de a candidatura não ter sido oficialmente lançada, ela já é dada como fato por vários líderes dos partidos governistas, principalmente os do Partido dos Trabalhadores (PT), que tratam Dilma como pré-candidata à Presidência.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já defendeu a candidatura de Dilma em diferentes atos públicos, entrevistas e até em eventos no exterior.

A ministra afirmou que se submeteu há 20 dias a uma série de exames de rotina nos quais foi constatada a existência de um gânglio de dois centímetros em sua axila esquerda, o qual foi extraído, e que a biópsia demonstrou posteriormente ser maligno.

"Os médicos me disseram que as consequências não são muito problemáticas e que posso continuar com meu ritmo de trabalho. Minha atividade como ministra será mantida no mesmo ritmo. Não há nenhuma incompatibilidade. O tratamento não me impede de realizar minhas atividades", insistiu Dilma.

A oncologista Yana Novis, responsável pelo tratamento, assegurou que, como o diagnóstico da doença foi realizado precocemente, o tratamento complementar poderá garantir as maiores possibilidades possíveis de cura da doença.

"As perspectivas do tratamento são as melhores possíveis. No atual estado, as possibilidades de cura são muito grandes", disse.

EFE cm/bba

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