Londres, 8 jun (EFE).- A discalculia, dificuldade para aprender termos matemáticos, é mais comum que a sua versão com letras, a dislexia, revela um estudo elaborado em Cuba e divulgado hoje em um congresso científico no Reino Unido.

O estudo dirigido por Brian Butterworth, do Instituto de Neurociência Cognitiva do University College London, junto com o Centro cubano de Neurociência, descobriu que de 1.500 crianças examinadas entre 3% e 6% mostravam sinais de discalculia, enquanto entre 2,5% e 4,3% de dislexia.

Da mesma forma que a dislexia, a discalculia, que consiste na dificuldade de aprendizagem de operações matemáticas ou aritméticas, pode ser causada por um déficit de percepção visual ou problemas quanto à orientação seqüencial.

Considera-se que a dislexia é mais freqüente em países que, como os anglo-saxões, têm um idioma com uma ortografia difícil.

Ao apresentar seu trabalho, no Festival de Ciência de Cheltenham, Butterworth fez um pedido às autoridades e educadores britânicos para que estejam atentos aos sintomas da discalculia de forma que possam oferecer ajuda para aqueles que a possuem.

"Muitas pessoas talvez ignorem que sofram desta condição e inclusive, caso descubram esta dificuldade, não existem organizações que possam lhes ajudar como existem para a dislexia", lamentou o professor.

A dificuldade com os números tem um impacto "nas oportunidades de trabalho e na saúde", e os estudantes que sofrem dela "são infelizes", enquanto seus professores se sentem impotentes ao não poderem ajudar, prosseguiu o especialista.

Butterworth preparou um teste simples para identificar possíveis afetados, que, em sua opinião, deveriam receber ajuda para aprender desde pequenos. EFE jm/bm/fal

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