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Diferenças entre Rússia e países ocidentais paralisam conversas sobre Irã

Nova York, 25 set (EFE) - As diferenças entre a Rússia e os aliados ocidentais provocaram hoje a estagnação das negociações no Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre a possibilidade de impor uma nova rodada de sanções ao Irã por sua recusa em interromper o enriquecimento de urânio.

EFE |

Os ministros de Assuntos Exteriores do chamado Grupo dos Seis (Estados Unidos, Rússia, Reino Unido, França, China e Alemanha) suspenderam, em cima da hora, uma reunião que deveriam ter hoje em Nova York à margem dos debates da Assembléia Geral das Nações Unidas.

Fontes diplomáticas ocidentais disseram à Agência Efe que a reunião foi cancelada na noite de quarta-feira porque "os russos não querem se reunir" devido à sua reticência em aprovar uma quarta rodada de sanções ao Irã.

O encontro à margem da realização esta semana da Assembléia Geral tinha como objetivo chegar a um consenso dentro do Grupo dos Seis para responder às repetidas negativas de Teerã em cumprir as resoluções da ONU.

A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, e o ministro de Assuntos Exteriores russo, Serguei Lavrov, conversaram na quarta-feira sobre aproximar posturas para a realização do encontro com as outras quatro potências do Grupo dos Seis.

Após o encontro com Rice, Lavrov disse em discurso no Council on Foreign Relations, um centro de estudos com sede em Nova York, que as outras potências não chegaram a um acordo com a secretária de Estado sobre elaborar um novo pacote de sanções contra o regime dos aiatolás.

EUA, Reino Unido, França e Alemanha defendem aumentar a pressão sobre o regime iraniano para que cumpra as resoluções do Conselho de Segurança que o obrigam a deter o enriquecimento de urânio e aceitar uma maior verificação de seu programa nuclear.

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, advertiu na terça-feira na ONU sobre o perigo que representaria ignorar o potencial militar do programa nuclear do Irã.

"Um dia seremos surpreendidos e ninguém poderá dizer que não sabíamos que aconteceria", disse Sarkozy.

No entanto, Rússia e China consideram que impor novas sanções ao Irã pode ser contraproducente para conseguir a colaboração dos iranianos.

A isso se soma a deterioração das relações entre Rússia e EUA por causa do recente conflito na Geórgia, após o qual Moscou se mostrou menos receptivo às iniciativas de Washington em outras matérias de sua agenda bilateral.

Também em visita à ONU, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, consciente das diferenças entre as seis nações, minimizou a possibilidade do aumento da pressão econômica internacional.

"O Irã é um país muito grande e nos valemos por nós mesmos", afirmou Ahmadinejad em entrevista coletiva após seu discurso na Assembléia Geral da ONU.

Ahmadinejad reiterou que o dossiê nuclear iraniano na Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) está fechado e atribuiu a continuidade das investigações a manobras de "nações poderosas".

Por sua parte, a União Européia (UE) expressou seu temor ontem, em Viena, durante uma reunião do Conselho de Governadores da AIEA, e disse que suspeita que o Irã esteja seguindo "de forma pontual" um programa para fabricar bombas atômicas.

Os inspetores da AIEA tentam esclarecer há meses a veracidade de supostas provas apresentadas pelos EUA e países da UE de que o Irã realiza estudos relacionados à fabricação de armas nucleares.

A AIEA destacou em 15 de setembro em um relatório sua preocupação pela falta de progresso na investigação dos aspectos mais delicados do programa nuclear do Irã.

Teerã afirma que seu programa nuclear é de natureza civil e que tem colaborado de maneira transparente com a AIEA. EFE jju/wr/db

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