Diferenças culturais podem prejudicar latinos em eleições nos EUA

Washington, 16 set (EFE) - Escrever errado a data de nascimento, colocar o endereço em espanhol ou incluir os dois sobrenomes no cadastro de eleitores podem impedir, segundo os especialistas, que muitos cidadãos latinos participem das eleições presidenciais de novembro nos Estados Unidos.

EFE |

A advogada Aurora Vásquez ressaltou hoje em entrevista à Agência Efe as "várias" razões pelas quais tradicionalmente a comunidade hispânica não participa do pleito do país.

Entre elas, destacam simples erros na forma de preencher o formulário de cadastro de eleitores, sobretudo para aquelas pessoas que se inscrevem pela primeira vez.

Para evitar estes impedimentos no processo, os especialistas aconselham prestar muita atenção na ordem em que se escreve a data de nascimento, que nos Estados Unidos é diferente da de muitos países da América Latina.

Além disso, as pessoas registradas devem levar em conta que no país só se usa o primeiro sobrenome, por isso o emprego de ambos pode dificultar o processo de localizar o votante nas listas eleitorais.

Por este motivo, a advogada da associação Advancement Project aconselha que todo eleitor "verifique o status de sua inscrição para garantir que seu nome aparece na relação e deste modo possa exercer sem problemas seu direito a voto".

Um processo difícil, o tempo dedicado ou o desconhecimento das máquinas eletrônicas para votar são outros dos problemas que podem impedir que os entre nove e dez milhões de hispânicos registrados compareçam às urnas em 4 de novembro.

Os latinos, como o resto de comunidades dos EUA, têm o direito de votar à revelia, mediante um processo que varia por estado.

Dados do Pew Hispanic Center indicam que o voto hispânico cresceu em grande proporção em 16 dos 19 estados onde foram feitas comparações com os dados coletados entre 2004 e 2008.

O maior crescimento ocorreu no Texas e na Califórnia, onde os latinos representaram 30% dos eleitores democratas nas primárias californianas, em comparação com 16% de 2004.

Na mesma linha, os números revelam que 57% dos latinos cadastrados se identifica como democrata, enquanto 23% se alinham com o Partido Republicano. EFE ag/db

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