Dieta ocidental favorece câncer de cólon, afirma estudo

(embargada até 20h15 desta segunda-feira, horário de Brasília) Redação Central, 31 mar (EFE).- A dieta típica ocidental, rica em carnes e gorduras e pobre em carboidratos complexos, como os amidos, é uma receita para desenvolver câncer de cólon, advertiu hoje o gastroenterologista Stephen OKeefe, da Universidade de Pittsburgh, dos Estados Unidos.

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Isso ocorre porque a dieta tem uma influência direta nas diferentes bactérias intestinais, que podem produzir substâncias protetoras ou cancerígenas para o cólon, disse O'Keefe em reunião da Society for General Microbiology em Harrogate, no Reino Unido.

O câncer colo-retal é a segunda maior causa de morte oncológica entre adultos no mundo ocidental, atrás apenas do de pulmão.

O gastroenterologista explicou que as pessoas que adotam uma dieta rica em carboidratos complexos, incluindo cereais, legumes, verduras e frutas, possuem uma grande quantidade de firmicutes no intestino.

Estas bactérias utilizam os resíduos de amido e proteínas no cólon para fabricar ácidos graxos de cadeia curta e vitaminas como o folato e a biotina, que mantêm a saúde do órgão.

Estudos comprovaram que um destes ácidos graxos, o butirato, reduz o risco de ter câncer de cólon.

Por outro lado, algumas bactérias podem fabricar substâncias tóxicas a partir dos resíduos alimentares, afirmou O'Keefe.

As dietas ricas em carne produzem sulfureto, que reduz a ação das bactérias benéficas à saúde, acrescentou. EFE ik/db

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