Londres, 5 mai (EFE) - O número de células adiposas permanece o mesmo a partir da adolescência no indivíduo e não se altera com dietas.

Isso é o que se desprende pelo menos de um trabalho realizado por cientistas do instituto Karolinska, da Suécia, e publicado na revista britânica "Nature".

Os cientistas examinaram várias centenas de crianças, jovens e adultos de diferentes idades e descobriram que o número de células adiposas aumenta durante a infância, mas, a partir do momento em que o indivíduo chega à idade adulta, já não varia.

Os especialistas suecos analisaram ao mesmo tempo a possibilidade de que o número deste tipo de células aumentasse em circunstâncias extremas, colhendo amostras de gordura de pacientes que se dispunham a se submeter a uma cirurgia radical de emagrecimento.

Alguns dos pacientes fariam uma operação de redução de estômago, um último recurso destinado a ajudar pacientes a perderem peso por meio da diminuição do tamanho deste órgão.

Uma vez obtida a perda de peso com essa intervenção, os cientistas descobriram que o número de células adiposas tinha permanecido, no entanto, constante, o que representa uma nova notícia para aqueles que seguem um regime de emagrecimento.

"Essa é a razão pela qual é tão difícil perder peso e mantê-lo", disse Kirsty Spalding, que liderou a equipe de pesquisadores do Karolinska.

O professor Stephen O'Rahilly, da Universidade de Cambridge, afirma, no entanto, que não acredita na idéia de que o número de células adiposas fique estável desde a adolescência.

"Sabemos que há no tecido adiposo adulto muitas células que não contêm gordura, mas que podem acumulá-la de repente se forem dadas as condições nutricionais", afirma O'Rahilly, citado pela "BBC".

"Podem fazê-lo sem dividir-se e, portanto, não apareceriam na apuração" dos pesquisadores suecos se for usado seu mesmo método, explicou o cientista britânico, que qualificou as conclusões do estudo de prematuras. EFE jr/db

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