Dieta mediterrânea reduz em até 24% o risco de câncer

(embargada até as 21h30 horário de Brasília da terça-feira 1º de julho) Londres, 1 jul (EFE).- A dieta mediterrânea pode reduzir entre 12% e 24% o risco de desenvolver câncer, segundo um relatório publicado no British Journal of Cancer.

EFE |

Só de adotar dois elementos dessa dieta, o risco de desenvolver a doença poderia ser reduzido em 12%.

Isto poderia ser conseguido através da redução, por exemplo, da ingestão de carne e de um maior consumo de legumes, ou aumentando o consumo de hortaliças. Obtém-se o mesmo resultado ao utilizar azeite de oliva ao invés de manteiga.

O maior impacto, já que parece contribuir para uma redução de 9% do risco, é adquirido ao consumir gorduras boas como as do azeite de oliva ao invés das más, utilizadas nas batatas fritas, nos biscoitos e nos bolos.

Participaram do estudo 25.623 gregos (10.582 homens), que foram observados durante um período de oito anos.

Foram enviados questionários para os participantes do estudo para que respondessem sobre 150 tipos diferentes de comidas e bebidas, assim como sobre as doses e porções.

O cumprimento da dieta mediterrânea foi medido utilizando uma escala para cada um dos nove grupos diferentes de alimentos. Eram separados de acordo com a ingestão de verduras, legumes cereais que fazem parte da dieta mediterrânea, com a presença de gorduras boas na dieta e com o consumo de álcool.

O principal autor do estudo, Dimitrios Trichopoulos, professor de prevenção do câncer da Universidade de Harvard (EUA), afirmou que os resultados demonstram a importância da dieta para prevenir o risco.

"Das 26 mil pessoas estudadas, as que seguiram a dieta mediterrânea tradicional tinham em geral muito menos probabilidades de desenvolver o câncer", afirmou Trichopoulos.

"Embora comer só alimentos de um só grupo não influísse de modo significativo no risco de desenvolver câncer, o fato de ajustar os hábitos alimentícios em geral à dieta mediterrânea tinha um efeito importante", assinalou. EFE jr/bm/rr

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