Diário austríaco publica dados secretos do caso de menina seqüestrada

Viena, 22 abr (EFE).- Natascha Kampusch, a jovem que permaneceu seqüestrada por oito anos, segue em evidência na Áustria, após um diário sensacionalista publicar dados secretos sobre a investigação do seu caso.

EFE |

O diário "Heute", que já foi processado pelo advogado de Kampusch, dizia em um artigo que a menina pode ter mantido relações sexuais consentidas com Wolfgang Priklopil, seu seqüestrador.

Já outra publicação afirmou que o seqüestrador pertencia a um grupo sadomasoquista de Viena e, segundo uma conhecida de Priklopil, ele tinha "predileção por meninas em uniforme escolar".

O vazamento de informações pôs o Parlamento austríaco sob suspeita. Os deputados tinham acesso aos arquivos do caso desde a criação de uma comissão que investigava uma possível negligência policial na investigação.

Kampusch foi seqüestrada em 1998, aos 10 anos de idade, e ficou em cativeiro na casa de Priklopil. Ela só conseguiu escapar em agosto de 2006.

No entanto, foi revelado que a Polícia obteve provas que incriminavam Priklopil seis semanas após o seqüestro, mas nunca se aprofundou nas investigações.

Kampusch, que revelou sentir "susto e raiva" ao saber que seu seqüestro poderia ter se encerrado antes, voltou a manifestar sua indignação pela publicação dos dados sigilosos no diário "Heute".

EFE As/plc

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