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Diante de saída de Mbeki, ministros sul-africanos apresentam renúncia

Johanesburgo, 23 set.- Pelo menos 14 membros do Gabinete do presidente da África do Sul, Thabo Mbeki, apresentaram hoje suas renúncias, que se tornarão efetivas na quinta-feira, anunciou o porta-voz da Presidência, Mukoni Ratshitanga.

EFE |

Entre os membros demissionários, há três vice-ministros e 11 ministros, entre eles o vice-presidente e os titulares de Finanças, Defesa, Inteligência, Empresas Públicas e Administração, que decidiram renunciar depois que Mbeki foi forçado a abandonar a Presidência no domingo a pedido de seu partido, Congresso Nacional Africano (CNA).

"É impossível saber se mais ministros renunciarão a seus cargos", mas se tentará fazer com que a mudança no Gabinete "seja o mais suave possível", disse Ratshitanga em declarações à rede de televisão "e-TV". "Os ministros que estão saindo ajudarão os que vierem e os colocarão a par de tudo", acrescentou.

Hoje de manhã, o vice-presidente da África do Sul, Phumzile Mlambo-Ngcuka, apresentou formalmente sua renúncia e alegou que baseou sua decisão em motivos pessoais e "para dar oportunidade ao novo presidente de escolher seu próprio vice-presidente".

As 14 cartas de renúncia foram recebidas esta manhã por Mbeki, que as aceitou "com pesar", informou hoje o Ministério da Presidência, cujo titular, Essop Pahad, também renunciou a seu posto.

O CNA anunciou ontem que o vice-presidente do partido, Kgalema Motlanthe, seria nomeado na quinta-feira como novo chefe de Estado até as eleições gerais de abril de 2009 após ser submetido à votação no Parlamento.

Apesar da rapidez com a qual o novo presidente será nomeado, a renúncia de mais de um terço do Gabinete ameaça a estabilidade política do país.

Vários analistas econômicos locais advertem sobre a possibilidade de que muitos investidores estrangeiros retirem seu capital da África do Sul perante o temor de que Jacob Zuma, presidente do CNA e candidato nas eleições de 2009, mude a política financeira do país.

Sobre isso, Zuma disse ontem, em coletiva de imprensa que a política econômica "não mudará e continuará sendo estável e progressista".

Desde sábado passado, quando o CNA pediu publicamente a renúncia do presidente sul-africano, muitos partidos políticos e associações declararam não estarem de acordo com a medida. Membros da oposição chamaram a ação contra Mbeki de "barbárie política" e "vingança" por parte de Zuma.

Hoje, após o anúncio da saída dos membros do Gabinete, o parlamentar da oposição Bantu Holomisa, do Movimento Democrático Unido (UDM), disse em comunicado que o CNA não deve se surpreender com essa reação "após ter humilhado Mbeki e ter faltado ao respeito com ele publicamente".

Por sua parte, o CNA afirma que pediu a renúncia de Mbeki para que o partido "permaneça unido" e para que o país e o mundo "saibam para onde" a legenda caminha.

O CNA, que governa a África do Sul desde o primeiro pleito democrático depois da queda do regime do apartheid, sofreu fortes divisões internas quando Mbeki destituiu o então vice-presidente Zuma, acusado de corrupção. EFE hc/wr/rr

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