Diante de crise financeira, Argentina deve restringir importação

BUENOS AIRES (Reuters) - A Argentina reforçará o controle sobre produtos importados que poderiam prejudicar seu setor industrial, afirmou nesta terça-feira a Alfândega do país. A medida seria adotada no momento em que empresários argentinos alertam sobre o perigo de uma eventual invasão de bens importados devido à crise financeira global. A chefe da Aduana, Silvina Tirabassi, disse em um comunicado que serão criados valores de referência para uma quantidade maior de produtos, que foi reforçado o sistema de alerta para operações de risco e que se prevê inclusive impedir a entrada de mercadorias até a análise de amostras extraídas delas.

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"A fraude comercial reflete-se na importação de mercadoria subfaturada, produtos esses que, em muitos casos, não atendem aos padrões exigidos em vista de proteger a segurança, o meio ambiente e a saúde", afirmou Tirabassi.

O presidente da União Industrial Argentina, Juan Carlos Lascurain, avisou na semana passada que a queda da demanda global por produtos em vista da crise financeira poderia intensificar a concorrência comercial e que a Argentina poderia sofrer com o ingresso maciço de mercadorias importadas.

No ano passado, o governo do então presidente Néstor Kirchner já havia adotado entraves à importação de produtos vindos de um grupo de países asiáticos. Ao mesmo tempo, o comércio bilateral com o Brasil também apresenta alguns pontos críticos, incluindo os eletrodomésticos.

(Reportagem de César Illiano)

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