Paris, 14 dez (EFE).- O ministro de Exteriores paquistanês, Shah Mehmood Qureshi, disse hoje que manteve em Paris um diálogo cordial com seu colega indiano, Anad Sharma, que mostrou uma posição tensa e reiterou indiretamente as acusações de que o Paquistão abriga terroristas.

Assim o explicou Qureshi em entrevista coletiva ao término da conferência ministerial informal sobre o Afeganistão realizada na capital francesa.

Perguntado sobre o atentado do dia 26 de novembro em Mumbai, o chefe da diplomacia paquistanês ressaltou que seu país entende o que aconteceu e está preocupado porque também eles sofreram. "Sofremos no passado com outros atentados", disse.

"A questão é como acabar com essas ameaças", acrescentou Qureshi, antes de insistir que por causa dessa vontade de combater os atos terroristas quer manter contatos com Nova Délhi.

O ministro paquistanês repetiu que vai "realizar uma investigação conjunta" com a Índia sobre os fatos de Mumbai e assegurou que em seu território combatem os grupos terroristas são combatidos.

Sharma, por sua parte, se mostrou menos conciliador e, sem nomear diretamente seu colega ou seu país, insistiu em que "é a Índia que foi atacada repetidamente" e acrescentou que "não é a Índia que criou a instabilidade na região".

A conferência sobre o Afeganistão foi organizada pela Presidência francesa da União Européia para reunir os países da região e as grandes potências mundiais.

O Irã faltou à reunião, pois no último momento optou por não participar, aparentemente por desacordos com a França. EFE ac/ma

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