Genebra, 14 out (EFE) - O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse hoje que o diálogo internacional de amanhã entre Rússia, Geórgia e as outras partes envolvidas no conflito georgiano será apenas o início de um processo para se chegar a um acordo durável.

"O diálogo de amanhã é o começo, mas não deve ser o final", afirmou Ban, que se mostrou muito esperançoso pelo "consenso mostrado entre as partes para resolver o conflito por meio do diálogo".

Representantes de Rússia e Geórgia conversarão amanhã com enviados da ONU, da União Européia (UE) e da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE, na sigla em inglês), dos Estados Unidos e delegados das regiões separatistas da Abkházia e da Ossétia do Sul sobre uma solução permanente ao conflito.

"O que queremos é restaurar a confiança entre as partes, e abordar o aspecto humanitário (dos deslocados)", disse Ban, que afirma que é preciso ter paciência.

"Os demais aspectos - em referência aos políticos e ao status das duas regiões - serão vistos em períodos posteriores", acrescentou.

O secretário-geral fez estas declarações à imprensa no fim de um jantar, em Genebra, no qual também estavam o ministro de Exteriores francês, Bernard Kouchner, e o alto representante para Política Externa e Segurança Comum da União Européia (UE), Javier Solana.

Também participaram a comissária de Exteriores da União Européia, Benita Ferrero, e o presidente rotativo da OSCE, o ministro finlandês Alexander Stubb.

O ministro de Exteriores francês destacou a "extraordinária rapidez" com que foram aplicados todos os pontos dos acordos obtidos em agosto e setembro entre o presidente francês e da UE, Nicolas Sarkozy, o chefe de Estado russo, Dmitri Medvedev, e governante georgiano, Mikhail Saakashvili.

"Amanhã, vamos ver como os protagonistas respondem ao último ponto do acordo, que era iniciar as discussões", acrescentou Kouchner.

A reunião desta quarta-feira constará de um encontro formal e vários informais de grupos de trabalho, um deles dedicado "à segurança e à estabilidade" nas regiões do conflito, e outro sobre os "deslocados e refugiados" e suas necessidades humanitárias. EFE vh/rb/db

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