Diagnósticos de síndrome de Down crescem 71% na Inglaterra

O número de bebês diagnosticados durante a gestação com síndrome de Down na Inglaterra e no País de Gales aumentou 71% entre 1989 e 2008, segundo um estudo. Nesse período, houve grandes melhorias nos testes para diagnóstico da condição, assim como um aumento no número de mulheres sendo testadas.

BBC Brasil |

Entre 1989 e 1990, houve 1.075 diagnósticos de bebês portadores da síndrome durante a gestação em comparação com 1.843 diagnósticos entre 2007 e 2008.

Apesar do aumento do número de diagnósticos, o número total de bebês que nascem com síndrome de Down no país permanece quase o mesmo: são cerca de 750 nascimentos por ano, apenas 1% menos do que há vinte anos.

O estudo, feito pela Universidade de Londres, foi publicado na publicação científica British Medical Journal
Fatos
O estudo revelou também que o número de casais optando pelo aborto após o diagnóstico permanece o mesmo em relação a 20 anos atrás: 92%.

Falando à BBC Brasil, Joan Morris, responsável pelo estudo, lembrou que embora a proporção de casais optando pelo aborto seja a mesma, o número total de abortos de bebês com Down aumentou.

Ela também acrescentou que a incidência de abortos naturais é grande em gestações com Down.

No passado, essas gestações não eram diagnosticadas, o aborto acontecia e a ocorrência da síndrome não era refletida nas estatísticas.

"Hoje você tem melhores testes, mais mulheres sendo testadas e mais abortos sendo feitos", disse Morris.

Idade da Mãe
As chances de uma mulher ter um bebê com síndrome de Down sobem de uma em 940 se ela tem 30 anos para uma em 85 se ela tem 40 anos.

"O que estamos observando é um aumento brusco no número de gestações com síndrome de Down, mas ele está sendo compensado pelas melhorias nos testes", disse Joan Morris.

"Acreditava-se que essas melhorias levariam a uma diminuição no número de nascimentos com síndrome de Down. Entretanto, devido ao aumento na idade da mãe, isso não aconteceu".

Isso ocorreria porque mulheres mais velhas, conscientes de que suas chances de engravidar novamente são pequenas, optam por seguir em frente com a gravidez e ter o filho com Down.

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