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Dia-a-dia de quem trabalha em Wimbledon é duro

Não são apenas os jogadores de tênis que se esforçam para agradar o público de Wimbledon com seu desempenho nas quadras. Cerca de 6 mil pessoas trabalham para atender os freqüentadores do torneio e, além de ter poucas chances de ver os jogos, muitos deles trabalham de graça.

BBC Brasil |

É o caso dos cerca de 180 organizadores honorários - os "honorary stewards", como são conhecidos - que têm uma rotina de trabalho de cerca de 12 horas por dia durante as duas semanas de torneio.

De acordo com o presidente da Associação dos Organizadores Honorários de Wimbledon, Andrew Gardner, qualquer pessoa pode se candidatar à função - que, como diz o nome, não é remunerada - e atualmente o grupo é formado por homens e mulheres com idades entre 22 e 78 anos.

"Você começa às 07h00 horas da manhã, ajudando as pessoas nas filas, até o meio-dia. À tarde você ajuda nas quadras ou volta para as filas. A maior parte do trabalho é do lado de fora das quadras", explica Gardner.

Uma seleta minoria de privilegiados assiste a praticamente todos os jogos importantes, como o engenheiro civil aposentado David Spearing.

O organizador honorário mais antigo de Wimbledon, que todos os anos viaja de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, para trabalhar no torneio há 35 anos, é responsável por prestar auxílio à família e aos convidados dos jogadores durante as partidas.

"É um grande privilégio, mas a parte que mais gosto mesmo são as manhãs, em que ajudo na fila e encontro gente que acampa todos os anos, mais ou menos há tanto tempo quanto eu estou trabalhando aqui. Já nos tornamos amigos", diz Spearing.

Ele conta que a organização e o porte de Wimbledon mudaram muito nas últimas três décadas.

"Quando comecei a trabalhar, tudo era menor e menos profissional. Nós podíamos começar o trabalho nas filas por volta das 11 horas da manhã, mas agora é muito mais gente e temos de acordar às 5h30 nos dias de torneio."
Um outro grupo de trabalhadores de Wimbledon, bem menos veterano, é o formado por cerca de 250 boleiros.

São estudantes de escolas britânicas, com idade média de 15 anos, que passam por testes de condicionamento físico, agilidade, rolamento de bola e organização antes de serem selecionados.

Uma vez aprovados para a função, os catadores de bola passam por um longo treinamento, que começa seis meses antes do torneio.

Diferentemente do que muitos imaginam, nem os boleiros nem os organizadores honorários têm de ser praticantes ou ex-jogadores de tênis.

Aliás, vários deles estão mais interessados em outras qualidades dos competidores.

"Gostaria de estar na mesma quadra de (Rafael) Nadal. ele é bem bonito", diz a estudante Eleanor Maria Stopher, que trabalha como catadora de bolas pela segunda vez.

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