Dia de descanso dos judeus impede entrega de ajuda da ONU a Gaza

GAZA - O Exército israelense decidiu manter fechados os acessos à Faixa de Gaza, que se encontra sob uma forte ofensiva israelense, por hoje ser o dia de descanso dos judeus (sabá), denunciou à Agência Efe um porta-voz da agência da ONU para os refugiados (UNRWA, na sigla em inglês).

EFE |


"Fecharam as passagens porque é sabá!", afirmou indignado Chris Gunner, porta-voz da UNRWA, a agência de auxílio que se encarrega de abastecer com alimentos mais de 900 mil palestinos que vivem na faixa territorial.

Devido à medida, os caminhões com os quais a agência da ONU pretendia entrar em Gaza, onde a situação humanitária é crítica após duas semanas de bombardeios israelenses, não conseguiam entregar a ajuda que carregavam.

A UNRWA esperava hoje retomar suas atividades na Faixa de Gaza depois que, na quinta-feira, suspendeu seus trabalhos por 24 horas em resposta à morte de seus motoristas em um bombardeio israelense.

Ontem, após obter garantias de Israel de que os comboios não seriam atacados, a agência ordenou a entrega das mercadorias, que não pôde ser efetuadas devido ao bloqueio das passagens.

Segundo Gunner, as atividades de distribuição da ONU em nenhum momento foram interrompidas, apenas o transporte de mercadorias, dado o risco que os motoristas e demais funcionários corriam.

O Exército israelense confirmou à Efe que os postos na fronteira estão fechados devido ao sabá.

Um porta-voz do organismo de Coordenação de Assuntos Civis no Exército de Israel, Peter Lerner, alegou que "no lado palestino dos terminais há mercadorias que não são recolhidas".

"É verdade que as passagens estão fechadas. Mas, de qualquer maneira, até que não retirem o que há nelas não será possível levar mais (carregamentos) para o outro lado" do posto, acrescentou.

Sobre o fechamento em virtude do sabá, o porta-voz disse que "até a explosão da crise em Gaza, (as passagens) sempre ficaram fechadas aos sábados": "E só ontem à noite nos avisaram que a UNRWA voltaria a trabalhar, mas já era tarde demais para abrir (os postos) esta manhã", acrescentou.

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