Dezessete estudantes morrem no desabamento de internato na Turquia

Dezessete corpos foram retirado do edifício que abrigava um internato para meninas e que desabou na manhã desta sexta-feira no centro da Turquia, anunciaram as autoridades locais e os socorristas, citados pela imprensa.

AFP |

O ministro do Interior, Besir Atalay, que se deslocou ao local do drama junto com vários de seus colegas, disse que quatro a seis meninas seguiam presas sob os escombros e que, por enquanto, são cerca de 30 feridos.

O desabamento do internato, dirigido por uma fundação religiosa e utilizado durante o verão para ensinar o Alcorão a meninas com idades de 8 a 16 anos, aconteceu às 02H00 GMT (23H00 de quinta-feira em Brasília) na localidade montanhosa de Balcilar, perto de Taskent, uma cidade da província de Konya, cerca de 350 km ao sul de Ancara.

Um vazamento de gás, utilizado para a calefação do edifício, teria provocado o desastre, segundo a imprensa e os sobreviventes.

"Acordamos de manhã cedo para rezar. Desci para fazer minhas abluções. Escutei um barulho estranho. Entrei na cozinha com dois professores, e um deles disse que uma canalização de gás estava fora do lugar", contou Merve Avci, 13 anos, à agência de notícias Anatolia.

"Subi novamente e cinco minutos depois, um forte cheiro de gás chegou aos dormitórios, imediatamente seguido por uma forte explosão", prosseguiu a adolescente, que se encontrava numa parte do edifício que não desmoronou. "Sentimos chamas muito perto de nós", acrescentou.

Inicialmente estimado em sete mortos, o balanço da tragédia aumentou com o passar das horas, com a descoberta de novas vítimas nos escombros do prédio de três andares.

Pelo menos dois feridos estão em estado grave, segundo Galip Sef, um médico do hospital local, que confirmou a tese de um acidente ligado ao gás.

"As queimaduras constatadas nos feridos permitem pensar que o ddesabamento do edifício foi provocado pela explosão de um botijão de gás", declarou Sef, citado pela agência Anatolia.

Os socorristas, que ainda estavam trabalhando nos escombros mais de 12 horas depois da tragédia para tentar encontrar sobreviventes, contavam com a ajuda de policiais e cães farejadores, segundo as imagens divulgadas pelos canais de TV.

O ministério da Educação abbriu uma investigação sobre o incidente, pois o estabelecimento devia receber apenas meninos e um anexo para meninas foi construído sem a autorização necessária.

Em 2004, o desabamento de um prédio de onze andares na mesma província, provocado por defeitos de construção, matou 92 pessoas.

ba/yw

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