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Dezenove feridos por tragédia em aeroporto de Madri seguem internados

Madri - Dezenove feridos seguem internados em hospitais, quatro em estado muito grave, após o acidente de ontem no aeroporto de Barajas, no qual http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/08/20/mortos_em_acidente_aereo_em_madri_chegam_a_146_1584215.htmlmorreram 153 pessoas, informaram hoje fontes do governo regional de Madri.

Redação com agências internacionais |


Helicóptero combate incêndio; no detalhe, modelo do avião que sofreu acidente / EFE

O acidente ocorreu pouco antes das 15h locais (10h de Brasília), quando o avião, um McDonnell Douglas MD82 da companhia Spanair, com 164 passageiros e nove tripulantes a bordo, caiu perto de uma das pistas do aeroporto madrilenho de Barajas e pegou fogo. A lista de passageiros já foi divulgada. 

O destino do vôo era Las Palmas, nas Ilhas Canárias.

Segundo as fontes, das 19 pessoas feridas no acidente, oito estão em observação com evolução satisfatória de seu quadro de saúde. Do total de feridos, entre eles três crianças, 18 foram identificados, e um, uma mulher, ainda não pôde ser reconhecida.

O Ministério do Interior espanhol informou que dez policiais especialistas em análises de DNA trabalham na identificação dos corpos, muitos dos quais foram carbonizados.

Fontes do aeroporto de Barajas informaram à Efe que as equipes de emergência, junto com as forças de segurança do Estado e o corpo da polícia científica desenvolvem hoje pela manhã (local) trabalhos de "últimos rastreamentos" no local do acidente, em busca de restos mortais que pudessem ter ficado entre os destroços do avião.

Os corpos já resgatados foram levados ao centro de congressos Ifema, na capital, onde estão reunidos também centenas de parentes.

Pelo local passaram nas últimas horas familiares das vítimas para identificar os corpos.

Muitos dos parentes, visivelmente abalados, tiveram de ser atendidos e acompanhados por alguns dos 70 psicólogos que estão disponíveis no Ifema.

Veja as primeiras imagens do acidente abaixo:

Testemunhas citadas pela rede de TV Telemadrid disseram que o motor esquerdo do avião começou a pegar fogo logo depois da decolagem, às 14h30 (9h30, horário de Brasília).

A empresa Spanair informou que não dará nenhuma informação sobre o acidente até que tenha todos os dados confirmados. Ainda não há notícias de brasileiros entre os ocupantes do vôo.

A Spanair lamenta o acidente e oferece um número de telefone para facilitar a comunicação entre a empresa e os familiares das vítimas.

O avião era um MD-82 , fabricado pela norte-americana McDonnell Douglas. Seu primeiro vôo foi em novembro de 1993, quando ainda pertenciar à Air Korea, baseada em Seoul. A aeronave foi vendida para a Spanair em julho de 1999.

A Spanair tem 36 exemplares da família MD-80 em sua frota, segundo o site da companhia espanhola. A americana American Airlines possui atualmente a maior frota mundial de MD-80, com 275 aparelhos, informa a Boeing em seu site.

O aeroporto foi reaberto por volta das 17h (10h, horário de Brasília).


Equipes médicas resgatam as vítimas após acidente / AP

Caixa-preta recuperada

As caixas-pretas do avião que caiu hoje no aeroporto de Madri foram recuperadas e serão o principal elemento da investigação sobre o acidente mais grave já ocorrido na Espanha desde 1985.

Um juiz de Madri comandará de maneira imediata a investigação do acidente e ordenará um relatório sobre o conteúdo das caixas-pretas da aeronave acidentada.

Fontes jurídicas informaram que o magistrado foi ao aeroporto, à frente de uma comissão judicial, para averiguar de perto informações sobre o número de vítimas.


Ambulâncias fazem fila para efetuar o resgate em Madri / EFE

Acidentes em Barajas

Os dois últimos acidentes com vítimas no aeroporto de Barajas ocorreram em 1983. Em 27 de novembro daquele ano, 181 pessoas morreram e 11 se salvaram devido à queda de um Boeing 747 da companhia colombiana Avianca perto do aeroporto de Madri. O avião se preparava para aterrissar em Barajas.

Dias depois, em 7 de dezembro, 93 pessoas morreram e 31 ficaram feridas devido à colisão na pista de decolagem do aeroporto de Barajas entre um Boeing 727 da Iberia e um DC-9 da Aviaco, incidente causado pela existência de nevoeiro.

(*Com informações da AFP)


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