Dezenas de milhares de georgianos fazem manifestação em Tbilisi

TBILISI - Dezenas de milhares de georgianos se reuniram nesta terça0-feira junto à sede do Parlamento georgiano, em uma manifestação para exigir o fim da agressão da Rússia contra a Geórgia.

Redação com agências internacionais |

O presidente georgiano, Mikhail Saakashvili, deve pronunciar um discurso aos manifestantes, que fizeram um minuto de silêncio em memória das vítimas das ações militares.

"Não nos colocarão de joelhos" e "a nação georgiana não conhece o medo" são algumas das palavras de ordem dos participantes da manifestação.


Milhares de georgianos protestam em Tbilisi / AFP

O ministro de Reintegração da Geórgia, Temuri Yakobashvili, disse hoje que "a guerra não terminará até que saia o último ocupante" do território georgiano, em uma declaração ao vivo pela televisão.

"Agora, começamos o componente diplomático desta guerra", disse o ministro georgiano, que não comentou o anúncio feito hoje pelo presidente russo, Dmitri Medvedev, sobre o fim das ações militares da Rússia na Geórgia .

Tropas continuam na Geórgia

O ministro da Reintegração Georgiana, Temur Yakobashvili, confirmou que as tropas russas detiveram seu avanço em território georgiano, mas não se retiraram. O ministro russo da Defesa, Anatoli Serdiukov, também confirmou que as forças russas detiveram seu avanço na Geórgia.

Segundo o comando russo, a ordem de Medvedev foi obedecida, mas as tropas se manterão em suas atuais posições.

"As unidades que apóiam as forças de manutenção de paz voltaram à sua missão de defesa e, em alguns lugares da Geórgia, continuam retirando suas tropas", informou o chefe adjunto do Estado-Maior russo, general Anatoly Nogovitsin.

Nogovitsin afirmou, no entanto, que o cessar-fogo de suas forças e a interrupção do avanço pelo território georgiano não significam que todas as operações foram abandonadas, como as tarefas de reconhecimento.

Segundo um alto militar russo citado pela Interfax, a ofensiva russa no Cáucaso se dispunha a "enfraquecerr" militarmente a Geórgia para que este país não atacasse as repúblicas separatistas pró-russas da Abkházia e da Ossétia do Sul.

Intervenção internacional

A Geórgia pediu, na última segunda-feira, uma intervenção internacional e recuou suas forças para proteger a capital, enquanto tropas russas ignoravam os apelos ocidentais e continuavam avançando.

"O Exército georgiano está recuando para defender a capital. O governo busca urgentemente uma intervenção internacional para evitar a queda da Geórgia", disse o governo em nota.

O presidente Mikheil Saakashvili disse que as forças russas assumiram o controle da principal rota leste-oeste, o que na prática significou dividir o país em dois. Ele pediu aos seus cidadãos que fiquem em casa e não entrem em pânico.

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* Com Reuters, AFP e EFE

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