Dez corpos são recuperados após avalanche na China

Equipes de resgate dizem que ainda há 89 pessoas desaparecidas

EFE |

As equipes de resgate recuperaram dez cadáveres do total de uma centena de pessoas que ficaram sepultadas após um desmoronamento de terra e rochas provocado pelas chuvas na província sudoeste chinesa de Guizhou.

As equipes de resgate assinalaram nesta quinta-feira, em declarações divulgadas pela agência estatal de notícias "Xinhua", que ainda há 89 pessoas sepultadas sob o barro, com poucas possibilidades haver sobreviventes três dias depois da avalanche.

Cerca de 2 mil soldados trabalham contra o tempo retirando rochas e escombros para resgatar os moradores da aldeia de Dazhai, na província de Guanling, onde o barro soterrou 37 casas na tarde de segunda-feira.

"O desmoronamento durou só dois minutos e não houve nenhum sinal de alarme prévio. Era muito difícil que algum morador pudesse escapar", assinalou um funcionário do Birô de Segurança Laboral de Guizhou.

Um dos sobreviventes, Zhang Jin, declarou à "Xinhua" que "o som foi como o de um trovão. Quando olhei para trás, toda a aldeia tinha desaparecido".

O desmoronamento deslocou até dois milhões de metros cúbicos de barro, uma massa que pode desencadear outras avalanches nesta província montanhosa, advertiu Yin Yueping, especialista do Ministério de Terra e Recursos.

Pelo menos mil residentes da zona tiveram que ser evacuados após essa avalanche para evitar novas vítimas.

Embora enchentes e deslizamentos sejam comuns no centro e no sul da China entre maio e setembro em decorrência das intensas chuvas da monção, este ano a situação está pior que o habitual, com 392 mortes e 143 desaparecidos até quarta-feira, o dobro da média de mortes registrada anualmente na última década.

Segundo dados oficiais, já são quase 73 milhões os afetados pelas chuvas na China, onde as piores inundações das últimas décadas aconteceram em 1998, quando o rio Yang Tsé transbordou e causou 3.656 mortes, 20,4 milhões de deslocados e 230 milhões de afetados.

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