Bangcoc, 25 ago (EFE).- Dois trabalhadores vinculados à organização separatista Runda Kumpulan Kecil (RKK) foram detidos como suspeitos pelo atentado a bomba que feriu 42 pessoas em um restaurante da província de Narathiwat, no sul da Tailândia, informaram hoje fontes policiais.

Os agentes que participam da investigação indicaram que também solicitaram uma ordem de detenção contra o chefe, Amran Ming, de 28 anos.

O comandante geral da Polícia, Peera Phumphichet, afirmou que as gravações de quatro câmaras de vídeo de vigilância mostram a Ming estacionando uma caminhonete diante do restaurante Suan Kluay, pouco depois do meio-dia da segunda-feira e pouco antes da detonação.

Segundo um exame legista, a intenção dos delinquentes, que utilizaram uma carga explosiva de 50 quilos, foi intimidar antes que assassinar.

Os ataques com armas leves, assassinatos e atentados a bomba acontecem quase diariamente nas três províncias de maioria muçulmana de Narathiwat, Pattani e Yala, apesar dos 31 mil agentes das forças de segurança na região e a declaração de estado de exceção.

Cerca de 3.700 pessoas morreram por causa da violência na região desde que o movimento separatista islamista retomou a luta armada em janeiro de 2004, depois de uma década de pouca atividade guerrilheira.

O movimento separatista, que denuncia a discriminação que sofre a população desta região por parte da maioria budista do país, exige a criação de um Estado islâmico independente que integre as três províncias que configuraram o sultanato de Pattani, anexado pela Tailândia há um século. EFE grc/fk

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