Bogotá, 6 mai (EFE) - O comandante de um batalhão e um oficial do Exército colombiano foram detidos hoje pela Procuradoria Geral por supostas ligações com grupos paramilitares, informaram fontes judiciais de Bogotá.

Além disso, um suboficial foi detido durante a investigação, que também apontou outro oficial, que não foi detido, afirmou a promotoria em comunicado.

A entidade judicial assinalou que os quatro foram processados como "supostos responsáveis do crime para formar grupos armados à margem da lei e cometer homicídios".

Os detidos são o coronel Publio Hernán Mejía Gutiérrez, o tenente-coronel José Pastor Ruiz Mahecha e o suboficial da reserva Efraín Andrade Perea, informou a fonte, que indicou que o outro processado é o sargento primeiro Aureliano Quejada.

Mejía e Ruiz foram detidos em Bogotá, Andrade foi detido na cidade de Pereira (oeste).

As acusações remontam ao período entre janeiro de 2002 e dezembro de 2003, quando Mejía exercia o cargo de comandante do batalhão La Popa, unidade militar com sede na cidade de Valledupar (nordeste).

Na época, Mejía e Ruiz mantiveram, aparentemente, reuniões com os paramilitares, agora desmobilizados, Rodrigo Tovar Pupo ("Jorge 40") e outro conhecido como "39", precisou a procuradoria.

Tovar foi chefe do Bloco Norte das antigas Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC), enquanto "39" liderou a frente Mártires do Cacique do Vale de Upar, ligada a "Jorge 40".

As provas testemunhais, documentários filmes e técnicas recolhidas pelo fiscal de direitos humanos que seguiu a investigação indicam que os processados teriam participado do homicídio de 20 pessoas, que foram apresentadas como guerrilheiros mortos em combate.

Dois dos crimes foram registrados em junho e os outros 18 em outubro de 2002, acrescentou a procuradoria. EFE jgh/iw/db

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