Detido por ataque em Mumbai seguirá sob custódia policial até 6 de janeiro

Nova Délhi, 24 dez (EFE).- O único detido pelo ataque terrorista em Mumbai no final de novembro, Mohammed Ajmal Amir, permanecerá em regime de custódia policial até o próximo dia 6 de janeiro, decidiu hoje um tribunal dessa cidade indiana.

EFE |

Amir não compareceu ao tribunal por motivos de segurança e tanto o magistrado N. Shreemangle quanto o promotor Eknaath Dhumale foram à delegacia de Polícia onde o suspeito segue retido, segundo as agências indianas.

O regime de prisão preventiva sobre Amir foi revisto em três ocasiões, mas o detido, que foi interrogado durante as últimas semanas, ainda não compareceu diante de nenhuma corte.

Desde sua detenção, os colégios de advogados da Índia se negaram a defendê-lo, mas vários grupos de direitos humanos lembraram que ele tem direito a um advogado, em cumprimento ao marco legal.

As autoridades indianas sustentam que um comando de dez terroristas paquistaneses, armados com rifles e granadas, atacou a cidade portuária de Mumbai em 26 de novembro e matou 179 pessoas.

A Polícia baseia suas investigações nas declarações de Amir, que, segundo as autoridades, confessou pertencer ao grupo caxemiriano Lashkar-e-Toiba (LeT), acusado por Nova Délhi pelos atentados.

A Índia exigiu ao Paquistão a entrega de dezenas de supostos terroristas, mas Islamabad se negou e pede provas sobre a procedência dos terroristas que atacaram Mumbai. EFE mb/an

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