Detido ex-presidente da Guatemala reclamado pelos EUA

Cidade da Guatemala, 26 jan (EFE).- O ex-presidente da Guatemala Alfonso Portillo, reclamado pela Justiça dos Estados Unidos por delitos de corrupção e lavagem de dinheiro, foi capturado hoje no departamento caribenho de Izabal.

EFE |

O procurador-geral do país, Amilcar Velásquez, disse à imprensa que o ex-governante (2000-2004) foi detido nas praias de Punta de Palma, a cerca de 240 quilômetros da capital guatemalteca, durante uma operação da Polícia.

"As investigações nos levaram até o lugar onde ele foi achado.

Nas próximas horas, ele será levado à capital e colocado à disposição do tribunal que conduz o caso", afirmou Velásquez.

Já o presidente Álvaro Colom, ao confirmar à imprensa a detenção de Portillo, que estava foragido, disse que o ex-governante "não resistiu à prisão".

O atual chefe de Estado também garantiu segurança e um processo justo para o ex-presidente.

A captura de Portillo, destacou Colom, "é uma mensagem positiva", já que "demonstra que nenhum cidadão está acima da lei" no país, que se encontra imerso na impunidade.

Colom acrescentou que a Promotoria e os tribunais "devem ser cuidadosos" nos procedimentos relativos ao caso do ex-presidente "e respeitar os passos (legais) para evitar erros".

Portillo, cujo Governo é considerado o mais corrupto da história recente da Guatemala, é acusado de ter utilizado o sistema bancário americano para lavar dinheiro público.

Depois de ser preso, ele afirmou a uma rádio que sua detenção não passa de "uma armação, uma conspiração", na qual estão envolvidos vários setores do país.

"Isto é fruto de uma perseguição iniciada antes de eu entregar o poder, é uma conspiração contra mim", declarou o ex-presidente, que disse ter sido preso por agentes do Ministério Público e da Comissão Internacional Contra a Impunidade na Guatemala (Cicig), dirigida pelo juiz espanhol Carlos Castresana.

O ex-presidente afirmou ainda que estava aguardando condições ideais para se entregar à Justiça e que "não é possível fugir dela a vida toda".

"Estou tranquilo, sereno, tenho fé em Deus e na Justiça, e em que o estado de direito vai ser respeitado", declarou Portillo.

Para o ex-chefe de Estado, seu caso será "uma prova para o Judiciário da Guatemala" no que se refere ao respeito "às garantias individuais".

Portillo, de 59 anos, também disse temer por sua vida, "por tudo que fizeram" com ele na Guatemala.

"Quando estiver nos tribunais, direi os nomes dos que estão implicados na conspiração contra mim", ameaçou. EFE cual/sc

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