Detido em Madri suposto membro da ETA que vivia ilegalmente no México

Madri, 6 ago (EFE).- A Polícia espanhola deteve hoje, no aeroporto de Madri, o suposto membro da ETA Juan Manuel Inciarte Gallardo, procurado na Espanha por ter se envolvido em, pelo menos, seis assassinatos nos anos 80 e expulso do México, onde vivia em situação irregular.

EFE |

Gallardo, procurado pela Audiência Nacional por crimes de terrorismo, participou diretamente do assassinato de cinco membros das Forças e Corpos de Segurança do Estado e da mulher grávida de um dos agentes da Polícia Nacional, informou o Ministério do Interior espanhol.

Ele também é acusado de dois atentados perpetrados contra uma delegacia em Bilbao, no País Basco, no norte da Espanha, e contra um quartel, com o lançamento de granadas.

O suposto membro do grupo separatista foi detectado no México, após uma denúncia anônima que alertou as autoridades do país sobre a presença irregular de um cidadão espanhol.

Depois que sua identidade foi confirmada, a Polícia espanhola comprovou que se tratava de um membro da organização terrorista ETA, sobre o qual pesava uma ordem de busca, detenção e entrada em prisão, em 30 de julho de 1991.

O Governo do México deu início a seu processo de expulsão, por sua situação irregular no país, e Gallardo chegou hoje a Madri, onde foi detido e posto à disposição da Justiça.

O suposto membro do ETA, nascido em San Sebastián, no norte da Espanha, participou supostamente do assassinato de dois policiais nacionais, o tenente Julio Segarra Blanco e o cabo Pedro Barquero González, e da esposa deste último, que estava grávida, em maio de 1983.

Em julho de 1984, participou supostamente do assassinato do guarda civil Antonio Torrón Santamaría, na cidade de Portugalete, na província de Vizcaya.

Em maio de 1985, também esteve envolvido no assassinato do inspetor da Polícia Moisés Cosme Herrero Luengo, na cidade de Getxo, que acompanhava seu filho de três anos, além de outros crimes.

As forças de segurança acreditam que, desde junho de 1996, Gallardo vivia na Cidade do México. EFE bec/pd

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