Pequim, 3 dez (EFE).- O diretor da escola da cidade de Yulin, no norte da China, onde 11 estudantes morreram intoxicadas por inalação de monóxido de carbono foi detido junto com outros cinco responsáveis do centro, informou hoje a agência oficial Xinhua.

Os seis detidos estão sendo investigados pela possível responsabilidade na intoxicação, que aconteceu na noite da segunda-feira, em conseqüência de um incêndio em um dos quartos.

Outra estudante intoxicada, que permanecia até ontem em situação crítica, melhorou e agora se encontra estável, segundo os médicos.

As estudantes sofreram intoxicação após o incêndio de uma manta devido ao contato com a estufa de carvão que aquecia o quarto das jovens, no alojamento da escola de ensino médio em Yulin, na província de Shaanxi.

Segundo as primeiras investigações da Polícia, esta manta teria provocado também a combustão das reservas de carvão que uma delas armazenava embaixo da cama, gerando os gases que provocaram a intoxicação.

"As meninas são internas. Suas casas ficam a pelo menos a dois quilômetros daqui. Só vão para casa nos fins-de-semana", disse um dos professores do centro.

O Ministério da Educação chinês já ordenou a avaliação de riscos de incêndio nos internados do país, assim como a comprovação do funcionamento de seus aquecedores de carvão. EFE jt/an

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