Detento 'gigante' vai à Justiça por cela maior

Holandês de 2,07m de altura e 230 kg diz que enfrenta condições desumanas na prisão

BBC Brasil |

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Um detento holandês descrito por seu advogado como "gigante" foi à Justiça para contestar o tamanho de sua cela, alegando que ela é desumanamente pequena. O prisioneiro, identificado apenas como Angelo MacD., tem 2,07m de altura e pesa 230 kg.

Ele diz que, em suas instalações na prisão, localizada na cidade de Krimpen aan de IJssel, é impossível dormir ou usar o banheiro confortavelmente. Autoridades prisionais tentaram aliviar o seu incômodo adicionando à sua cama uma prancha de 2,15 m e um colchão extra.

"Ele não é obeso. Ele é um gigante. Ele até caminha como um gigante, como nas histórias em quadrinhos", disse o advogado de MacD., Bas Martens, à BBC.

Condenado a dois anos de cadeia por fraude, o detento pede para completar a sua sentença em prisão domiciliar. O advogado afirmou em um tribunal de Haia que as condições de seu cliente violam a Convenção Europeia de Direitos Humanos.

Pena

Ele insiste que MacD. não está tentando deixar de cumprir sua pena. "Meu cliente só quer completar sua sentença sem dor", disse Martens à Rádio Nederland. A pena de MacD. começou em 29 de setembro e está prevista para terminar em 12 de abril de 2012.

O advogado alega que os problemas na cela de seu cliente começam pela porta, pela qual ele só consegue passar se baixar a cabeça. A cama, segundo Martens, é presa na parede e tem 77 cm de largura e 1,96 m de comprimento - o que obriga o prisioneiro a sempre deitar de lado. "Ele precisa dormir sempre com um olho aberto, caso ele caia da cama", diz o advogado.

Para tomar banho, MacD. diz que precisa se apertar dentro do cubículo do chuveiro, para depois se agachar embaixo do jato d'água. O prisioneiro também alega que seu vaso sanitário é tão pequeno que ele se obriga a utilizá-lo o mínimo possível. Outros problemas seriam a falta de um espaço adequado par receber visitas e o incômodo causado pelos assentos no refeitório.

O advogado diz que, com estas limitações, MacD. também não consegue realizar trabalhos dentro da prisão, atividade prevista em sua sentença. Uma decisão da Justiça sobre o caso é prevista para sair no mês que vem.

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