Detento de Guantánamo se declara inocente de 286 acusações

Nova York, 9 jun (EFE).- O tanzaniano Ahmed Khalfan Ghailani, transferido da base de Guantánamo, Cuba, para ser julgado em Nova York por suposto envolvimento nos atentados contra embaixadas dos Estados Unidos na África, disse hoje ser inocente das acusações contra si.

EFE |

Ghailani foi apresentado esta terça-feira perante um juiz federal em Manhattan para ouvir as acusações feitas pelas autoridades americanas contra si em relação aos ataques de 7 de agosto de 1998 contra as sedes diplomáticas em Dar-es-Salam, Tanzânia, e Nairóbi, Quênia, nos quais 224 pessoas morreram.

"Inocente", respondeu o africano em inglês quando a juíza Loretta Preska perguntou como se declarava, no primeiro comparecimento em um tribunal federal americano.

O detido é acusado de um total de 286 delitos, entre eles de conspirar com Osama bin Laden e outros membros da organização terrorista Al Qaeda para matar americanos em qualquer parte do mundo.

Ele também é acusado do assassinato de cada um dos mortos nos atentados contra as delegações diplomáticas.

O tanzaniano pode pegar prisão perpétua e até mesmo pena de morte.

Ghailani será o primeiro detento de Guantánamo a ser submetido a julgamento em um tribunal comum, em vez de nas cortes especiais que o ex-presidente George W. Bush criou na base militar americana na baía cubana.

Ghailani foi capturado em julho de 2004 no Paquistão e levado a uma prisão secreta da CIA até 2006, quando foi transferido a Guantánamo junto com os outros 13 prisioneiros mais valiosos dos Estados Unidos.

O Departamento de Justiça anunciou em maio que levaria o detento a Nova York, e Obama afirmou então que, "após uma década, é hora de finalmente se fazer justiça" pelos atentados de 1998. EFE vm/db

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