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Desvalorização da libra ameaça fornecimento de remédios no Reino Unido

Londres, 17 nov (EFE).- A desvalorização da libra frente ao euro fez diminuir os preços dos remédios no Reino Unido e, assim, estimulou a exportação de medicamentos para países europeus onde são mais caros.

EFE |

Os pacientes britânicos enfrentam a uma possível escassez de remédios por causa do "comércio paralelo", informa hoje o jornal "Financial Times".

A escassez poderia se agravar ainda mais a partir de 1º de janeiro, quando entrar em vigor um sistema de regulação de preços que imporá uma redução de 5% aos remédios comprados pelo Serviço Nacional de Saúde.

O diretor para o Reino Unido da farmacêutica americana Eli Lilly, Andrew Hotchkiss, advertiu ao jornal sobre o triplo efeito da desvalorização da libra, da queda das importações e do aumento das exportações de medicamentos.

O Reino Unido é tradicionalmente um país importador de remédios através desse comércio paralelo, que é legal, embora possa ter esse tipo de efeito adverso.

Os atacadistas e muitas farmácias particulares dispõem de formas que lhes permitem exportar remédios do Reino Unido para outros países, a fim de se beneficiar de preços superiores no exterior.

No comércio paralelo de remédios, os intermediários - no geral, atacadistas e farmácias - se aproveitam das diferenças de preço dos remédios nos diferentes países: compram os remédios nos de baixa renda e os revendem em outros, onde os preços são mais altos.

Os laboratórios reclamam que esse tipo de comércio reduz seu lucro e prejudica seus próprios investimentos em pesquisa e desenvolvimento, enquanto os que realizam essa atividade argumentam que, dessa forma, ajudam os sistemas nacionais de saúde a economizar em remédios.

As autoridades americanas tentaram impedir a "reimportação" de remédios do Canadá, onde custam menos, mas muitos doentes ou parentes viajam por conta própria ao norte da fronteira, para obter os remédios que precisam a um menor preço. EFE jr/an

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