Destroços do AF447 chegam a Toulouse para análise

Os destroços do avião da Air France que fazia o voo Rio/Paris e caiu no dia 1º de junho caiu no Oceano Atlântico com 228 pessoas a bordo chegaram nesta quinta-feira ao Centro de Pesquisas Aeronáuticas de Toulouse (CEAT), sudoeste da França, para ser analisados.

AFP |

As 640 partes da aeronave recuperadas no mar chegaram de navio do Brasil a Pauillac, no rio Gironde, seguiram em outra embarcação até um determinado ponto e continuaram a viagem por via terrestre até Toulouse, segundo o Escritório de Investigações e Analises (BEA) francês, responsável pela investigação técnica.

Os destroços serão examinados no CEAT, vinculado à Direção Geral para Armamento (DGA) do ministério francês da Defesa, sob o controle de oficiais da polícia judicial e investigadores do BEA.

Na próxima semana, os oficiais devem selecionar as peças cujas análises sejam consideradas mais pertinentes.

O CEAT é o principal centro europeu de testes em voo de aeronaves civis e militares e trabalha regularmente em colaboração com o BEA em caso de acidente.

O centro é particularmente responsável pelos testes de fadiga e de resistência das estruturas (asas, trem de pouso), no que diz respeito à resistência aos raios e ondas eletromagnéticas.

O trabalho dos especialistas pode permitir localizar e explicar uma ruptura na estrutura de um avião ou sua explosão.

No início do mês, os especialistas do BEA descartaram a hipótese de desintegração em voo do Airbus A330, mas não foram capazes de determinar as causas do acidente.

Os elementos identificados procedem de várias partes do avião e incluem móveis para as bandeijas de comida, pedaços do chão e coletes salva-vidas não inflados.

Em 26 de junho, as autoridades brasileiras anunciaram o fim das buscas por corpos e destroços do avião na costa do Brasil. No total, foram recuperados 50 corpos das 228 pessoas que estavam a bordo do Airbus.

Uma nova etapa de buscas submarinas será liderada pelo navio oceanográfico francês "Pourquoi pas", segundo o BEA. Esta fase, que deve durar mais ou menos um mês, começará na próxima semana com aparelhos submarinos e um sonar de arrasto.

dbe/fp

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