A chegada de um destacamento naval russo a Cuba nesta sexta-feira marca um novo passo na cooperação militar entre os dois antigos aliados da Guerra Fria que, 17 anos depois, ainda enfrentam o mesmo adversário, no entender de Fidel Castro.

A frota chegou às 09H45 (14H45 GMT) e foi recebida com salvas de canhão disparadas da fortaleza colonial de San Carlos de la Cabaña.

O destróier Almirante Chabanenko e os navios de abastecimento Iván Bubnov e SB-406, chegaram procedentes da Nicarágua, para onde levaram ajuda humanitária numa polêmica visita sem autorização do Congresso local.

Trata-se dos primeiros navios de guerra russos no Caribe desde o desaparecimento da União Soviética, principal aliado militar, político, econômico e financeiro de Cuba durante 30 anos.

Cuba possui uma pequena marinha de guerra formada por "lanchas torpedeiras, caças-submarinos e outras unidades de superfície e destino especial", destaca o site do ministério das Forças Armadas Revolucionárias.

As embarcações são quase todas de fabricação soviética.

Em 1962, o mundo esteve às portas de um conflito nuclear devido à decisão russa de instalar mísseis em Cuba.

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