Destacado ativista gay é assassinado em Uganda após ter foto publicada

Foto de David Kato foi uma das centenas de imagens de homossexuais divulgadas em campanha homofóbica de revista

EFE |

AP
Foto sem data de David Kato, ativista pelos direitos dos gays em Uganda
O destacado ativista da causa gay ugandense David Kato foi assassinado em uma localidade dos arredores de Campala dois meses depois de sua fotografia ter sido publicada por uma revista local em uma campanha contra os homossexuais, informou a polícia nesta quinta-feira.

Kato, representante do grupo Minorias Sexuais de Uganda, foi assassinado na quarta-feira à tarde em sua casa de Mukono, a cerca de 30 quilômetros do centro de Campala, por vários desconhecidos, disse a subcomissária Judith Nabakooba. Ele foi encontrado com vários ferimentos na cabeça.

O ativista havia denunciado a revista ugandense "Rolling Stone" por divulgar em novembro, em uma campanha homofóbica, as fotos de uma centena de homossexuais declarados. A foto de Kato foi publicada na capa juntamente com seu nome e uma manchete que dizia: "Enforque-os."

No início deste mês, a Corte Suprema de Uganda proibiu a publicação de divulgar mais fotografias e informações para identificar supostos homossexuais e a condenou a pagar US$ 750 dólares às pessoas que haviam sido identificadas.

Nabakooba acrescentou que a polícia segue algumas pistas sobre o caso, mas ainda é cedo para vincular o assassinato de Kato à sua orientação sexual.

O homossexualismo é ilegal em Uganda, e homens e mulheres gays enfrentam repressão regularmente. Um projeto de lei controvertido apresentado em 2009, e ainda em tramitação no Parlamento do país, prevê a pena de morto para alguns atos homossexuais. O projeto de lei atraiu oposição internacional e ainda não foi apresentado para votação.

*Com EFE e AP

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