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O Departamento de Justiça americano acusou 11 pessoas de terem roubado e vendido os números de cerca de 40 milhões de cartões de crédito, no maior caso de roubo de identidades já registrado nos Estados Unidos, segundo fontes judiciais.

Os números dos cartões eram obtidos mediante a invasão dos sistemas de grandes cadeias de âmbito nacional, como TJX, BJ's Wholesale Club, OfficeMax, Boston Market, Barnes & Noble, Sports Authority e DSW.

Uma vez obtidos os números, os acusados criavam outros cartões de crédito e os utilizavam para sacar dezenas de milhares de dólares dos caixas automáticos.

Em entrevista coletiva em Boston, o procurador-geral do Estado, Michael Mukasey, assegurou que se trata do "caso mais complexo de roubo de identidade que o Governo já teve nas mãos".

Segundo o Departamento de Justiça, esta rede causou perdas generalizadas aos bancos, às lojas e aos próprios consumidores, apesar das autoridades não terem sido capazes de quantificar o valor.

As acusações foram apresentadas em Boston, embora alguns dos acusados estejam em Nova York, e um outro em San Diego.

Este último pôde obter cerca US$ 11 milhões com a venda dos números roubados, segundo as mesmas fontes.

Somente três dos acusados são cidadãos americanos, ao tempo que os demais são da Estônia, Belarus, Ucrânia e China.

Um dos acusados, Albert "Segvec" Gonzalez, residente em Miami, pode ser condenado à prisão perpétua por seu papel na trama.

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