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Desmatamento se manteve estável em maio, diz Inpe

Os novos desmatamentos na Amazônia somaram uma área de 1.096 km2 em maio, contra 1.123 de abril, uma queda de 2,4%, de acordo com os dados do sistema Deter (Detecção do Desmatamento em Tempo Real) do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2008/07/15/para_ongs_atraso_de_dados_do_inpe_poe_em_xeque_transparencia_1444461.html target=_topPara ONGs, atraso de dados do Inpe põe em xeque transparência

BBC Brasil |

Divulgação
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Mapa mostra focos de desmatamento na Amazônia

Divulgado nesta terça-feira com três semanas de atraso, o relatório do Inpe foi apresentado em novo formato, indicando pela primeira vez a distinção entre os diferentes tipos de desmatamento, conforme havia sido anunciado na segunda-feira pelo diretor do instituto, Gilberto Câmara.

Ambientalistas ouvidos pela BBC Brasil disseram que a decisão de adiar a divulgação dos dados sobre o desmatamento na Amazônia levantou suspeitas sobre a independência do Inpe.

Entre os alertas de desmatamento confirmados, 59,5% foram considerados desmatamento classificado como "corte raso" (remoção total da floresta), 28,8% de "degradação florestal" (desmatamento progressivo, a maior parte em estágio avançado) e 11,7% não se enquadraram nestas classes.

Dos 1.096 km2 desmatados em maio, 646 km2 correspondem ao Mato Grosso (índice 19% menor do que em abril) e 262 km2 no Pará (contra 1,3 km2 no mês anterior).

Segundo o Inpe, o aumento do desmatamento observado no Pará se explica pela alta cobertura de nuvens em abril, quando apenas 11% da área do Estado pôde ser observado - em maio, a observação aumentou para 41%.

Mais informação

A inclusão da remoção parcial nos dados de desmatamento era um dos principais motivos de crítica do governador do Mato Grosso, Blairo Maggi, aos dados do Inpe.

Segundo Câmara, não houve mudança na metodologia, apenas foram acrescentados dados que tornarão as informações mais detalhadas.

"O Deter não muda, a metodologia não muda, o que vamos fazer é fornecer informação adicional, que é a qualificação desses dados", afirmou o diretor do Inpe, segundo a Agência Brasil.

Em meio às críticas ao adiamento dos dados, o Inpe anunciou os dados do sistema Deter referentes ao mês de junho serão divulgados no dia 29 de julho, "acompanhados do respectivo relatório de avaliação".

O instituto diz ainda que "considera que a qualificação dos dados do Deter será muito importante para aumentar a confiança do governo e da sociedade nas indicações do sistema".

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, afirmou, há cerca de duas semanas, que a apresentação dos dados estava pendente a pedido da Casa Civil, que exigiu que as informações fossem apresentadas antes ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Nuvens

O relatório destaca ainda que 46% da Amazônia Legal esteve coberta por nuvens, situação que costuma prejudicar o monitoramento da floresta.

"De maio a outubro, quando a cobertura de nuvens na Amazônia é menor e possibilita uma melhor observação da região, o Inpe produzirá, sempre que possível, relatórios públicos mensais de avaliação e qualificação dos dados do sistema Deter."

Foram avaliados 241 polígonos de desmatamento, representando 544 km2 ou aproximadamente 50% da área total dos polígonos do mês de maio (1.096 km2).

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