Desmatamento na Amazônia em julho foi o menor dos últimos 4 meses

Rio de Janeiro, 29 ago (EFE).- A Amazônia brasileira perdeu em julho 323 km2 de cobertura vegetal, a menor área devastada nos últimos quatro meses e que este ano é superior apenas à registrada em março (145 km2), informou hoje o Governo.

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A destruição da maior floresta tropical do mundo em julho foi significativamente inferior à que vinha sendo registrada nos últimos meses, de 1.124 km2 em abril, 1.096 km2 em maio e 870 km2 em junho.

A área destruída em julho por madeireiros, agricultores, criadores de gado e colonos, assim como por incêndios florestais, foi 63% inferior em relação a junho, segundo os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

A redução do desmatamento da Amazônia em julho foi de 68,5% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

A área devastada foi calculada pelo INPE com base em imagens de satélite, mediante o sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real, que oferece informações de forma rápida, mas cuja medição é afetada pelo céu encoberto.

O instituto destacou que enquanto em março, quando foi registrada a menor taxa de desmatamento deste ano, os satélites apenas puderam observar um quinto da Amazônia, já que 78% da região estava coberta por nuvens, em julho a área clara, que pôde ser efetivamente observada, foi de 81%.

A forte redução do desmatamento foi antecipada pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que há dez dias a atribuiu às operações que o Governo vem realizando para combater o corte ilegal e aos acordos com empresários de diferentes setores para que exijam certificado de origem da madeira e dos produtos florestais.

Entre as medidas iniciadas pelo Governo e que supostamente explicam a redução da devastação nos últimos meses destaca-se a "Operação Arco de Fogo", que prevê ações repressivas nos 36 municípios da Amazônia, onde o desmatamento mais avança.

O Governo também anunciou medidas para embargar propriedades rurais nas quais foram registrados cortes ilegais e restrições aos créditos de bancos privados e públicos a fazendas e empresas acusadas desse delito ambiental. EFE cm/ab/ma

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