Desmatamento na Amazônia brasileira diminui em maio

Rio de Janeiro, 15 jul (EFE).- A Amazônia brasileira perdeu 1.

EFE |

096 km2 de sua cobertura vegetal no mês de maio e, apesar do desmatamento ter sido menor do que em abril, o ritmo de destruição continua elevado, segundo números divulgadas hoje pelo Governo.

A área de floresta tropical devastada em maio foi calculada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), com base em imagens de satélite mediante o sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), que oferece informações de forma rápida, mas cuja medição é afetada pela nebulosidade.

Segundo o INPE, a área devastada em maio deste ano foi menor do que a de abril (1.123 km2) e que a de maio de 2007 (1.222 km2).

A visibilidade dos satélites em maio passado, no entanto, foi muito superior à registrada em abril e maio deste ano e, por isso, permitiu identificar mais áreas devastadas.

Enquanto o índice de nebulosidade em toda a Amazônia caiu para 46% em maio, em abril a área da maior floresta tropical coberta por nuvens era de 53% e em maio do ano passado, de 54%.

Apesar da pequena redução na comparação com abril, o índice de desmatamento se manteve em níveis elevados em relação aos registrados em março (145 km2 com 78% de céu encoberto), fevereiro (724 km2 com 73% de céu encoberto) e janeiro (638 km2 com 69% de céu encoberto).

O sistema utilizado pelo INPE permite identificar polígonos de zonas devastadas com áreas superiores a 25 hectares (0,25 km2), mas não é totalmente preciso devido à falta de visibilidade em áreas cobertas por nuvens.

Em nota, o INPE esclareceu que essas limitações impedem comparações precisas com meses anteriores, mas afirmou que aproveitará o período entre maio e outubro, quando a cobertura de nuvens sobre a Amazônia é menor, para melhorar suas medições.

As imagens utilizadas procedem do satélite americano Landsat e dos dois satélites Cbers, desenvolvidos, lançados e operados conjuntamente pelo Brasil e pela China.

O nível de desmatamento registrado em maio indicou que as medidas adotadas pelo Governo Federal este ano para deter o aumento da devastação da floresta ainda não surtiram efeito.

As medidas foram anunciadas depois que o Governo admitiu que o desmatamento tinha voltado a crescer a um ritmo muito elevado no segundo semestre do ano passado após três anos consecutivos de redução.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, a Amazônia perdeu 3.235 km2 de florestas nos cinco últimos meses de 2007.

Em fevereiro, o Governo federal decretou a Operação Arco de Fogo para deter a ação de madeireiros, agricultores e colonos, que prevê ações nas áreas da Amazônia nas quais há maior avanço do desmatamento.

No início do ano, o Governo também anunciou medidas para embargar propriedades rurais nas quais se registram talas ilegais e para restringir os créditos de bancos privados e públicos a fazendas ou empresas acusadas desse delito.

O Fundo Mundial para a Natureza (WWF) calcula que a Amazônia brasileira já perdeu quase 18% de sua cobertura vegetal total de sete milhões de km2. EFE cm/ab/plc

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