Deslocados começam a voltar para suas casas no Paquistão

Islamabad, 5 ago (EFE).- Pelo menos 1,2 milhão de pessoas que fugiram do conflito interno no Paquistão já retornaram a seus lares no norte do país, onde diversos combates deixaram hoje oito supostos talibãs mortos, informaram à Agência Efe porta-vozes militares.

EFE |

"Segundo nossos dados, cerca de 180 mil famílias voltaram para suas casas. Em média, cada família tem sete membros", explicou à Efe o porta-voz do grupo militar especial de apoio aos deslocados, Wasim Shahid.

Quase 700 mil deles são oriundos do vale de Swat, enquanto outros 406 mil deslocados retornaram ao distrito vizinho de Buner, de acordo com Shahid.

As operações do Exército paquistanês no noroeste do país desde 2008 causaram um êxodo de 2,2 milhões de pessoas, segundo dados da ONU e das autoridades do país. Por isso, cerca de um milhão de civis ainda estão fora de seus lares.

A maior destas ofensivas ocorreu em Swat e em distritos vizinhos, onde uma operação militar em grande escala contra a insurgência talibã começou no final de abril.

Em julho, o Exército deu a operação por concluída depois da morte de 1.700 fundamentalistas e 210 soldados, segundo cálculos militares, e o Governo do Paquistão deu sinal verde ao retorno dos deslocados.

No entanto, o comando militar informa diariamente sobre ofensivas nestas regiões, como as que deixaram oito mortos hoje.

"A operação em Swat e no restante dos distritos chegou ao fim, mas, em um conflito de guerrilhas, é normal que os incidentes continuem durante um tempo. Uma parte das tropas continua na região para realizar operações de rastreamento", disse hoje à Efe o porta-voz militar Basir Haider.

Apesar de terem confirmado as mortes de centenas de fundamentalistas do vale de Swat, as forças de segurança ainda não conseguiram encontrar a cúpula rebelde.

As forças de segurança também iniciaram em junho a "fase preparatória" de uma operação contra o chefe dos talibãs no Paquistão, Baitullah Mehsud, e sua rede terrorista na região tribal do Waziristão do Sul.

No entanto, o atraso no início da ofensiva levou a imprensa a especular que o Exército chegou a um pacto de não agressão com Mehsud, algo que já ocorreu em outras ocasiões, mas que sempre é desmentido pelas autoridades. EFE igb/bba

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