Santo Domingo, 7 nov (EFE) - Um deslizamento do terreno pode ter sido a causa da queda do colégio Promesse Evangelique, de Porto Príncipe, no Haiti, onde pelo menos dez pessoas morreram hoje, segundo a hipótese com a qual trabalham os técnicos que atuam na zona.

O cônsul da Espanha no Haiti, Juan Pedro Pérez Gómez, explicou à Agência Efe por telefone que, aparentemente, o colégio ficava sobre uma zona bastante erosionada, algo que disse ser "freqüente" no país e que, neste caso, pode ter provocado o deslizamento de terra.

Pérez Gómez destacou que as notícias recebidas da região através de depoimentos de mães de alunos, da imprensa e de funcionários da Cruz Vermelha apontam que a situação poderia ser qualificada de "dantesca", já que "há muitas crianças debaixo dos escombros e os trabalhos de resgate são extremamente difíceis".

O Governo pediu o envio de escavadeiras e outros equipamentos de ajuda para trabalhar no resgate das vítimas do acidente, entre as quais há alunos e professores, segundo Pérez Gómez, que ressaltou as dificuldades para isso devido à "falta de capacidade" existente.

As autoridades não forneceram um balanço de vítimas da queda do colégio, situado em Pétionville, no leste da capital haitiana, mas fontes médicas confirmaram que dezenas de crianças foram levadas a vários hospitais.

O fato ocorreu por volta das 10h (12h de Brasília), quando muitos alunos estavam nas salas de aula e outros no pátio, segundo a imprensa local, que informou que o centro possui cerca de 700 estudantes de maternal, ensino fundamental e médio.

O local ficou coberto de destroços na queda dos três andares do edifício, enquanto a incerteza e a confusão sobre o que aconteceu criaram uma "situação caótica" no lugar, relataram testemunhas na zona.

Vários feridos foram levados ao hospital público La Paz, em Delmas, setor norte, e a centros hospitalares da Médicos Sem Fronteiras.

Muitos pais se reuniram no local em busca de seus filhos, no meio de um ambiente de grande tensão no qual viram-se cenas de dor pela gravidade dos fatos.

Segundo veículos de comunicação haitianos, a situação é de grande nervosismo entre os que esperam saber se os filhos ou conhecidos estão entre as vítimas, muitas delas soterradas entre blocos de concreto, tijolos e cimento. EFE jsm/db

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