Desigualdades de rendas aumentam a pobreza infantil, alerta a OCDE

As desigualdades nas rendas se agravaram nos últimos 20 anos na maioria dos países desenvolvidos, o que se traduz num aumento da pobreza das crianças, segundo um relatório da OCDE OCDE publicado nesta terça-feira.

AFP |

"Em 75% dos 30 países da OCDE, as desigualdades de rendas e o número de pobres aumentou nas últimas décadas", observa a Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômicos em seu relatório intitulado "Crescimento e desigualdades".

Algunos países, assim como algumas categorias sociais, se saem melhor que outros. Desde 2000, a diferença entre ricos e pobres aumentou sensivelmente no Canadá, Alemanha, Noruega, Estados Unidos, Itália e Finlândia, mas retrocedeu no México, Grécia, Austrália e Reino Unido.

Nos países onde as diferenças salariais são importantes, o risco de pobreza é maior e a mobilidade social mais frágil, assinala o estudo.

A condição de pobreza das crianças, que aumentou nos últimos 20 anos, se situa atualmente acima da média geral e deve ter mais a atenção dos poderes públicos.

"Alemanha, República Tcheca, Canadá e Nova Zelândia são os países onde mais aumentou a pobreza infantil", indica um dos principais autores do estudo, Michael Forster.

"Ficou comprovado que nos países onde a atividade profissional das mulheres é elevada, há uma taxa menor de pobreza infantil", acrescentou.

A OCDE adverte que se "os governos não tentarem contrabalançar as desigualdades (...) por meio de retenções fiscais e redistribuição dos gastos públicos, então essas desigualdades aumentarão ainda mais rapidamente".

pan/cn/fp

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