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Designer, Tom Ford estreia como diretor em Direito de Amar

Mateo Sancho Cardiel. Redação Central, 11 fev (EFE).- Na estreia do designer Tom Ford como diretor de cinema, uma apoteose estética até poderia ser prevista, mas não o teor dramático de Direito de Amar, filme que recebeu uma indicação para o Oscar - a de melhor ator, pela interpretação de Colin Firth.

EFE |

Ford, o homem que se transforma em modelo de suas próprias fragrâncias, o desenhista que devolveu o esplendor a Gucci e triunfou em Yves Saint Laurent, corria o risco de sepultar a intensidade do romance de Christopher Isherwood em seu próprio ego.

No entanto, o mestre da moda canaliza com sabedoria seu narcisismo e sai mais do que arejado de sua ousada estreia. Um filme no qual une os matizes emocionais aos excessos de um grande desfile de alta costura.

A moda, arte ainda desdenhada por sua suposta frivolidade, está fortemente presente em "Direito de Amar". E é certo que, às vezes, o lado estético do filme ofusca seu doloroso retrato da solidão, interpretado brilhantemente por Firth.

O personagem principal é um professor universitário homossexual que perde seu companheiro em um acidente de carro. Sentindo-se confuso, ele resolve cometer suicídio e começa a elaborar um plano.

Sua vizinhança é composta por um estudante, bisbilhoteiros e por sua melhor amiga, Charley (Julianne Moore).

A expressiva fotografia do espanhol Eduard Grau, a solenidade musical de Abel Korzeniowski e os figurinos de Arianne Philips se destacam em um processo de descoberta de que mesmo no sofrimento mais profundo, é possível encontrar motivos para viver. EFE.

msc/id

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