Desemprego volta a subir e atinge 6% na Grã-Bretanha

O desemprego na Grã-Bretanha subiu para 6% da população economicamente ativa, ou cerca de 1,86 milhão de pessoas, no trimestre encerrado em outubro, segundo dados divulgados pelo governo britânico nesta quarta-feira. No período, 137 mil pessoas ficaram desempregadas, e o Reino Unidos registrou o mais alto nível de desocupação desde 1997 - o que reforça os temores de que o país esteja caminhando para uma recessão.

BBC Brasil |

Em um reflexo da crise financeira global, várias empresas britânicas anunciaram cortes em sua força de trabalho nos últimos meses.

Entre elas estão os bancos HSBC e o espanhol Santander, que controla bancos importantes que operam no país como o Abbey e o Alliance & Leicester.

O número de pessoas que entraram com pedido de seguro-desemprego também aumentou em outubro, pelo décimo mês consecutivo, e passou a marca de 1 milhão pela primeira vez em oito anos.

No mesmo mês, o governo britânico revelou que a economia do país encolheu pela primeira vez em 16 anos e, em novembro, as autoridades anunciaram um pacote de estímulo econômico de US$ 30 bilhões.

Juros

O Banco da Inglaterra, responsável por fixar a taxa básica de juros britânica, divulgou nesta quarta-feira a minuta da reunião que levou à redução para 2% da taxa básica de juros no início do mês, revelando que os membros do Comitê de Política Monetária do país cogitaram uma queda maior.

De acordo com a minuta, os membros do comitê concluíram que a queda de um ponto percentual era a mínima necessária.

Porém, o comitê decidiu não anunciar um corte mais significativo por temer que isso pudesse enfraquecer ainda mais a libra esterlina e estremecer a confiança na economia.

Muitos analistas, porém, afirmam que a taxa de juros vai cair mais nos próximos meses.

Depois da divulgação dos números do desemprego, a cotação da libra frente ao euro voltou a cair, atingindo novo recorde de baixa.

Na terça-feira, o Fed (Federal Reserve Bank, o Banco Central dos Estados Unidos) anunciou uma queda da taxa básica de juros para um patamar entre zero e 0,25%, o mais baixo já registrado no país.

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