Desemprego volta a crescer na Eurozona e registra 8,2% em janeiro

O desemprego voltou a subir na Eurozona e registrou 8,2% em janeiro, um recorde desde setembro de 2006, com a perda de 256.000 postos de trabalho em relação a dezembro passado, segundo cifras divulgadas nesta sexta-feira pelo departamento europeu de estatísticas Eurostat.

AFP |

A taxa de desemprego na Eurozona (composta por 16 países da União Europeia) era de 8,1% em dezembro passado, segundo dados corrigidos pelo Eurostat.

Um ano antes, em janeiro de 2008, alcançava 7,3%.

No conjunto da União Europeia (UE-27), o desemprego subiu para 7,6% em janeiro de 2009, contra 7,5% em dezembro do ano passado e 6,8% em janeiro de 2008.

A Espanha é o país com a taxa de desemprego mais elevada da União Europeia, com 14,8%, seguido da Letônia (12,3%), indica o Eurostat.

Segundo as estimativas, 18,412 milhões de pessoas estavam desempregadas em janeiro na UE-27, sendo que 13,036 milhões na Eurozona.

Deste modo, o número de desempregados aumentou em um mês 386.000 pessoas na UE-27 e 256.000 na zona euro.

Segundo as cifras do Eurostat, se observa que os mais afetados pelo desemprego são os jovens com menos de 25 anos, já que esse setor da população alcança um índice de 16,9% na Eurozona e 17% na UE-27, com uma porcentagem de até 30,4% na Espanha e 22,9% na Suécia e Hungria.

A crise econômica mundial poderá deixar sem emprego até o final de 2009 mais de 50 milhões de pessoas no mundo em relação a 2007, indicou no fim de janeiro a Organização Internacional do Trabalho (OIT) em seu informe anual.

Por sua vez, a inflação desacelerou com força em janeiro para cair a 1,1% interanual, ou seja, seu nível mais baixo desde julho de 1999, segundo o Eurostat.

Em dezembro, a inflação foi de 1,6%.

Com esta forte queda, a inflação se situa muito abaixo da meta de um pouco menos de 2% do Banco Central Europeu (BCE), à qual a instituição considera chave para a estabilidade dos preços.

Esta desaceleração é explicada pelo retrocesso dos preços do petróleo e também pelo fato de que "a atividade econômica extremadamente frágil influencia a política de preços das empresas", explicou o economista Howard Archer, do Global Insight.

mar/cn

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