Desemprego nos EUA atinge seu mais alto nível em 25 anos

Os Estados Unidos perderam 651.000 empregos em fevereiro, após dois meses catastróficos de eliminação de vagas de trabalho, e a taxa de desemprego ficou em 8,1%, a maior desde dezembro de 1983, segundo dados oficiais corrigidos das variações sazonais publicados nesta sexta-feira.

AFP |

A queda da mão-de-obra empregada anunciada pelo departamento de Trabalho corresponde às previsões dos analistas, de 650.000 cortes de empregos líquidos.

Mas o ministério revisou em forte alta suas estimativas sobre o número de postos eliminados durante os dois meses precedentes: 655.000 em janeiro (em vez dos 598.000 anunciados), e 681.000 em dezembro (em vez de 577.000), o mês com maior corte de empregos nos EUA desde outubro de 1949.

Em consequência, a taxa de desemprego subiu 0,5 ponto em relação a seu nível estimado no mês anterior, chegando a um patamar que não era registrado desde o fim da recessão do início dos anos 1980.

"Depois do início da recessão em dezembro de 2007, as perdas de emprego chegaram a 4,4 milhões, dos quais bem mais da metade durante os quatro últimos meses", escreveu o ministério.

"O emprego continuou caindo fortemente na maioria dos setores da atividade em fevereiro", acrescentou o ministério.

Todos os setores da economia foram atingidos pela baixa, exceto o dos cuidados de saúde (como há vários meses), que criou 27.000 empregos.

Setor que vem sendo abalado há mais de dois anos, a indústria perdeu 276.000 empregos, após ter cortado 379.000 o mês anterior.

O setor terciário, que emprega quase 85% da mão de obra não-agrícola perdeu 375.000 postos de trabalho, após 276.000 em janeiro.

O número de desempregados nos EUA chegou a 12,5 milhões, segundo a contagem oficial do ministério. Além disso, 5,6 milhões de pessoas dizem que estão procurando emprego, mas não estão contabilizadas na população ativa por diversas razões.

O número de pessoas que estão desempregadas a mais de 27 semanas ou mais aumentou muito, ficando em 2,9 milhões. O número era de apenas 1,3 miljão no início da recessão.

Segundo o ministério, 8,6 milhões de pessoas são forçadas a trabalhar meio período contra sua vontade devido à conjuntura econômica, ou seja, aproximadamente 4 milhões a mais do que em dezembro de 2007.

O ministério destacou que, desde o início da recessão, o aumento do desemprego se deve principalmente às pessoas que perderam seu emprego, por oposição a pessoas que entraram no mercado de trabalho sem encontrar uma vaga.

mj/lm

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