Desemprego na Grã-Bretanha atinge pior nível em 11 anos

O numero de desempregados na Grã-Bretanha atingiu 1,82 milhão entre julho e setembro, o maior nível em 11 anos. Nos três meses, o índice de desemprego subiu de 5,4% para 5,8%, segundo dados oficiais divulgados nesta quarta-feira.

BBC Brasil |

O número de desempregados aumentou em 140 mil.

O banco central britânico indicou nesta quarta-feira que está preparado para cortar novamente a taxa de juros, caso seja necessário.

Mais seguro-desemprego
O número de pedidos de seguro-desemprego aumentou em 36,5 mil em outubro, a maior alta mensal desde 1992, elevando o total dos beneficiados com o seguro para 980,9 mil.

Economistas acreditam que o número de desempregados pode chegar a dois milhões nos próximos meses.

Na indústria, a quantidade total de empregos caiu para 2,86 milhões, o menor nível desde que as estatísticas começaram a ser compiladas, em 1978.

"Os sinais são de que as demissões estão acontecendo ainda mais rápido desde que esses dados foram coletados", afirmou Brendan Barber, secretário-geral da central sindical britânica TUC.

O economista James Knightley, da ING, lembra que a última recessão britânica, no começo dos anos 90, levou a 31 meses de aumentos seguidos no número de desempregados.

"Nós devemos ter muitas notícias ruins no mercado de trabalho no futuro", disse. Ele acredita que o número de desempregados pode atingir 2,5 milhões em 2010.

O desemprego entre jovens de 18 a 24 anos aumentou em 53 mil, atingindo 579 mil, o maior nível desde 1995.

A quantidade de pessoas sem emprego por mais de um ano também subiu em 20 mil, atingindo 435 mil.

Os números ainda não incluem os cortes de 5 mil postos anunciados nesta semana em grandes empresas britânicas, como a Virgin Media, Yell e GlaxoSmithKline.

Inflação, juros e impostos
Em entrevista à imprensa nesta quarta-feira, o diretor do Banco da Inglaterra, o banco central britânico, disse que a economia britânica deve ter uma forte contração no próximo ano, e que a inflação pode ficar abaixo de 1% em dois anos.

Mervyn King indicou que a Grã-Bretanha pode reduzir ainda mais a taxa de juros. Na semana passada, o banco reduziu os juros em 1,5%, para 3%.

"Nós certamente estamos preparados para cortar o juro bancário de novo, se isso se provar necessário", disse.

O diretor do banco central britânico defendeu a adoção de um pacote de estímulo fiscal, com redução de impostos, desde que ele seja temporário e que venha acompanhado de um plano para aumentar os impostos gradualmente no médio prazo.

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